segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Gratidão




Só precisamos de nos maravilhar com a criação que nos rodeia.
Basta-nos observar o que temos perante os olhos
e entender a profundidade daquilo que vemos.
Então, sentiremos o prazer que se desprende
de toda a criação e que nos contagia.
Já não nos limitamos a apreciar a brisa dum dia de primavera.
Deixamos que ela nos penetre e inunde o coração.
E então, irrompe em nós uma apaixonante alegria de viver.
A atenção que damos a cada momento
é mais do que um simples exercício de concentração,
é o caminho para a felicidade.
Não precisamos de muito
para sermos felizes.
Basta que estejamos atentos.
Quando nos sentimos gratos
pelas coisas que apreciamos,
até os olhos bem treinados são uma fonte de felicidade.
Todos os dias, os nossos olhos têm coisas maravilhosas para ver,
mas é preciso treinar a atenção
para contemplar, de forma consciente,
as maravilhas que nos saltam à vista diariamente:
a beleza de uma rosa,
a majestade de uma montanha,
o zumbido de um besouro
que cruza o nosso caminho,
o encanto de um rosto humano.
O melhor da tua vivência
está nas coisas que te rodeiam.
No prado que se estende
em frente a tua casa.
Nas flores que tens na secretária.
Na música que ouves.
No silêncio que desfrutas.
A felicidade já está a tua volta.
Só tens que a saborear.
Só quando o teu espírito habitar o teu corpo,
quando o teu espírito olhar, ouvir, cheirar, saborear
e tocar com todos os sentidos
é que poderás viver plenamente a felicidade.

Anselm Grün

A aceitação




A aceitação
 © Letícia Thompson

As adversidades chegam quando menos esperamos. Elas não se anunciam, como as grandes tempestades ou os vulcões, elas aparecem, simplesmente. Nos pegam de assalto, nos deixam estáticos, sem reação.

E nós que pensávamos que certas coisas só aconteciam com os outros, sem nunca refletir que somos os outros de outros! Estamos sim, debaixo do mesmo céu, sujeitos às mesmas ventanias, aos mesmos vendavais, somos tão vulneráveis quanto quaisquer outros seres humanos.

Mas aprendemos que vida é luta e por isso lutamos. Utilizamos todas as armas colocadas à nossa disposição e com a permissão de Deus. 

Deus!!! Ah, sim... nos lembramos dEle com mais freqüência. Todas as pessoas não possuem essa habilidade de cada manhã e cada noite chegar aos pés dEle para agradecer pela saúde, pela felicidade, por que tudo vai bem. Mas quando o mundo cai na nossa cabeça é como se descobríssemos essa verdade irrefutável: Deus existe!

E com o coração dolorido e cansados, continuamos lutando, fazemos nossa parte, tentamos segurar a vida até que nos sentimos impotentes e nos dizemos que nada mais há a fazer.
Seria preciso termos a paciência de Jó para esperarmos com a certeza que dias melhores virão.

Portanto, há ainda, com o sopro de vida, uma última esperança: a oração! Quando achamos que perdemos tudo, podemos ainda dobrar os joelhos para chegarmos à presença de Deus.
É difícil aceitar o sofrimento e a dor, mas a aceitação é o primeiro passo para melhor vivê-los, suportá-los e, quem sabe, vencê-los. Não somos assim tão diferentes dos outros, não possuímos casas construídas sobre rochas e somos vulneráveis, precisamos reconhecer isso antes de tudo. Somos humanos. Humanos e dependentes dAquele que nos criou.

Muitas vezes é necessário cairmos para que reconheçamos o quanto precisamos de uma mão; é preciso uma doença para aprendermos o valor da vida, para que saibamos o que significa união, como um balde de água fria na nossa cabeça que nos acorda e nos deixa mais atentos. Olhamos mais à nossa volta, percebemos que nossos sentimentos são mais sólidos e visíveis do que pensávamos, despertamos, talvez, para pessoas que estavam perfeitamente invisíveis aos nossos olhos. 

A dor une muito mais que a felicidade, porque as pessoas procuram apoiar e se apoiar. E ela nos abre os olhos para Deus.

Não... tudo não está perdido! Mas nem sempre a solução é a que esperamos ou desejamos. É preciso que, com joelhos no chão e coração aberto possamos estar prontos para receber, não o que merecemos, mas o que precisamos, que seja a cura, a vida ou a consolação.

Jesus aceitou a cruz porque sabia que seria vitorioso. E que, hoje, possamos aprender com Ele a aceitar nossos fardos, não como castigos, mas como lições de vida, dessas que vamos descobrindo devagarinho, que doem, mas que nos levam adiante, sempre vitoriosos, porque sabemos que não carregamos sozinhos.


Letícia Thompson

domingo, 11 de novembro de 2012

Você deve...



VIDA FELIZ...



Sê amigo de verdade, sem a transformares numa arma de destruição ou de ofensa.

Não é tanto o que se diz, que oferece resultados positivos ou desagradáveis, mas, a forma como se diz.

Ademais,  tua pode não ser a verdade real, senão, um reflexo dela. E mesmo que o fosse, não estás autorizado a esgrimi-la com finalidades perturbadoras.

Antes de assumires a postura de quem corrige e ensina com a verdade, coloca-te no lugar do outro, aquele a quem te irás dirigir, e a consciência te apontará o rumo a seguir e a melhor maneira de te expressares.


Joanna de Ângelis &  Divaldo P. Franco

COOPERAÇÃO



Com quem você coopera?

Cooperar é mais importante que competir!

Há inúmeras modalidades esportivas onde a competição é ncessária e até estimulante.

Defender as cores do clube e do país, com esforço e dedicação, representam um admirável exemplo de amor. Mas ainda aí, é preciso reconhecer que o atleta, ao vencer, superou seus próprios limites e, por conseqüência, os demais competidores e não o inverso.

Se a vida pela óptica capitalista é competição, concorrência e lucro, pela cooperativista é fraternidade, união e auto-superação.

Os órgãos do nosso corpo, embora realizem tarefas distintas, contribuem para a saúde e harmonia de todo o organismo. Juntos, os nossos sentidos nos colocam em relação com o ambiente; o nascimento de uma criança se dá pela junção de dois seres (pelo menos convencionalmente); Jesus elegeu um colégio apostólico para cumprir a sua missão junto aos homens, e mesmo a tão propalada "seleção natural" encerra exemplos curiosos de cooperação nos reinos da Natureza.

É certo que uma empresa necessita ser competitiva para ganhar uma fatia no mercado e um empresário precisa ser empreendedor, ter visão de vanguarda, liderança, etc. Entretanto, essa empresa poderá ser rentável sem poluir, competitiva sem sonegar e explorar seus funcionários, colaborando para o bem-estar da sociedade como um todo.

A cooperação é uma atitude que gravita acima da competição.

Somente quem é forte, corajoso e destemido colabora. As pessoas mesquinhas, invejosas e rígidas enxergam na competição um fim em si mesmo e não um mecanismo de emulação, de estímulo à ação e à realização.

Cooperar implica em mudar valores e compreender a vida por um ângulo desconsiderado pelas normas e convenções sociais. Não dispensa esforços, lutas interiores, diálogos constantes. Esbarra, também, em dificuldades e obstáculos, mas tem como base o trabalho conjunto, o auxílio mútuo, onde um supre as deficiências do outro.

Socializar uma informação, repartir os sucessos, os lucros, os louros da vitória, auxiliar e respeitar os que começam e mesmo silenciar quando nossa palavra nada possa somar são formas de cooperarmos para a felicidade do grupo onde nos inserimos e com o qual fomos chamados a conviver.

No ambiente familiar, no templo religioso, no grupo de amigos, no local de trabalho, sempre surgirão oportunidades de conhecermos os outros, ao mesmo tempo em que vamos nos conhecendo. E o nível de cooperação de uma pessoa com as demais é também um importante diferencial para conhecermos seu caráter e seu coração.


por Cezar Braga Said
Livro: Conversando com Você

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Acredite em Você...



O que de fato distingue uma criatura da outra?

Pode-se dizer que há algo que torna as pessoas mais diferentes do que elas são. Não se trata da cor da pele, da profissão exercida, do nível sociocultural nem de suas preferências políticas, mas da crença nos próprios ideais.

Há os que acreditam em si, na potencialidade que carregam na alma, criaturas que sentem que seus sonhos podem tornar-se reais, e reúnem tudo o que precisam para a conquista desejada. No entanto, existem os que lamentam a falta de recursos , a ausência de oportunidades, a inexistência de braços amigos, permitindo que a ferrugem do desânimo lhes arruíne as melhores possibilidades de êxito.

É certo que sem Deus nada se consegue. Ele, porém, fala em nosso coração, impulsiona-nos a seguir, também está dentro de cada um de nós, pois carregamos partículas suas, somos seus filhos. Além disso, temos a presença dos nossos amigos espirituais, que sem interferir em nosso livre-arbítrio, nos auxiliam, a todos os instantes, com desvelo e amor.

Vivemos um tempo em que precisamos de ''fé humana'', de acreditar mais nas pessoas, incentivá-las e, ao mesmo tempo, desenvolver  coragem necessária para as vitórias silenciosas sobre as nossas renitentes imperfeições.

Coragem para crer e ajudar este filho; para ser solidário a este amigo; para não desistir da tarefa abraçada; para conviver com os próprios medos e conflitos até poder vencê-los; coragem para saber semear, deixando que o tempo determine a época certa para a colheita; coragem para assumir nossa própria personalidade sem máscaras e coragem para aceitar os outros como estes são, identificando neles as qualidades que certamente possuem.

O hábito de acreditar em si  cria um condicionamento saudável, um estado de fortaleza interior que proporciona paz e alegria de viver. Conquistando um objetivo, partiremos para outro e assim sucessivamente.

Temos Deus conosco e Ele nos fala no recesso do coração, nunca deixando de acreditar que podemos e que somos capazes.

O que seria da Humanidade sem a coragem de Sócrates, Gandhi, Buda, Francisco de Assis, Einstein, sem a persistência de Pasteur, Sabin e tantos outros? De certo, tiveram dúvidas, momentos de indecisão, mas não se detiveram. Seus sonhos eram grandes e realizá-los era vital para a felicidade deles.

Sigamos em frente, independente das dificuldades e dos problemas, lembrando que ''os rios só atingem seus objetivos porque aprendem a contornar os obstáculos''.


por Cezar Braga Said
Livro: Conversando com Você

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Reflexão...



''Se eu pudesse viver novamente a minha vida,
correira mais riscos, viajaria mais,
contemplaria mais entardeceres, 
subiria mais montanhas, nadaria mais rios...''


Jorge Luis Borges

Quem eu amo é diferente de mim...


Quem eu amo é um ser humano.
Quem eu amo é diferente de mim.
Quem eu amo não é meu reflexo.
Quem eu amo está em evolução.
Quem eu amo nem sempre me completa.
Quem eu amo precisa de mim.
Quem eu amo precisa da minha dedicação.
Quem eu amo precisa de atenção e incentivo.
Oferecendo e aceitando torno-me forte.
Desapegando usufruo mais.
Doando ganho resistência.
Preservando minha individualidade ganho liberdade.
Mesmo que doe muito e receba pouco
Saberei cuidar de mim.
Me tratarei com carinho e ternura.
Se me amar e ofertar,
A energia de Deus transitará por mim.
Através de mim obras serão realizadas,
E meu espírito expressará seu potencial.
A energia deve fluir
Para que eu possa me libertar
E quem eu amo ajudar.
Desapegando tudo fica mais fácil.

 Regis Mesquita
[Mentalização 22, do blog Caminho Nobre]

_________________________

Agradeço de coração à querida Amiga Souraya,
por ter me enviado este belíssimo texto  .
 

Reflexão...




Num dia extenso com 24 horas, reserva alguns momentos à reflexão. 

Quem caminha sem meditar, pede contato consigo mesmo. 

Encurralado nos ponteiros do relógio, ou disparado à frente deles, ou vagarosamente após eles, aturde-se, esquecendo o rumo... 

É indispensável ao êxito fazer periódica revisão de metas e de ações. 

Usando a reflexão, repassarás os equívocos e terás tempo de repará-los, reprogramarás os deveres e te renovarás com mais facilidade. 

Fala menos, dorme um pouco menos e medita mais. 

Minutos que desperdiças, se os usares para a meditação, se transformarão em pontos luminosos do teu dia. 


Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Conquistar a Paz


 
A tua paz é como o orvalho que cai no silêncio da noite.

Em calma, o de que precisas chega e te traz um bem-estar sem limites. 
Na tranqüilidade, vestes a roupa de espiritualidade com que te apresentas mais adiante.

Tens grande valor íntimo. Por isso, acalma-te, aguarda a paz e deixa ao tempo o que é dele fazer, sem te preocupares em ser a maior estrela e o maior fulgor.

Reveste-te de humildade, faze todo o bem que possas e segue em frente. 
Com boa vontade, constróis a ti mesmo e eliminas as imperfeições.

A paz é um grande bem.

A paz é de todos; dorme em uns e vibra nos que lhe dão atenção.


(Lourival Lopes - Ânimo)

VIDA FELIZ !



A presença do ciúme no teu comportamento é sinal de desequilíbrio.

O ciúme jamais será o sal temperado do amor.

Desconfianç e insegurança significam a manifestação do ciúme.

Quando ele se introduz na afetividade altera a paisagem dando surgimento a pesadelos e perturbações prejudiciais.

Supera as insinuações ciumentas na tua conduta, amando com tranqüilidade e confiando em paz.

Se a pessoa amada não te corresponder à expectativa, segue adiante, porque o prejuízo é dela.



Joanna de Ângelis &  Divaldo Franco

domingo, 4 de novembro de 2012

De bem com a vida...



Não te consideres pessoa sofredora, castigada pela vida.

Considera-te com vida agradável, dadivosa, exuberante, acolhedora. 
Assim fazendo, dás a mão para ela e ela também te dá a mão.

Quem se considera pessoa sofredora, perseguida, castigada olha para o mundo e pensa: 
"Tu me hostilizas, me maltratas, me fazes mal", 
olha para uma pessoa e imagina: 
"Tu és minha inimiga, não me amas".

FICA DE BEM COM A VIDA.

Reconhece que a tua vida é boa e que o mundo e as pessoas te querem bem. 
Em toda situação, guarda o teu campo íntimo de negatividades 
e não pagues o mal com o mal.

Cristo, mesmo na cruz, a todos perdoou e acenou com o paraíso ao ladrão.


(Lourival Lopes - Sempre Alegre)    

Sobre a Meditação


"Meditação é ver claramente o corpo que temos, a mente que temos, a situação doméstica que temos, o trabalho que temos, e as pessoas que estão em nossas vidas. 

É ver como reagimos a todas essas coisas. É ver nossas emoções e pensamentos simplesmente como são agora, neste exato momento, neste exato lugar, neste exato assento. 

Não tem a ver com tentar fazer algo ir embora, nem tentar se tornar melhor do que somos, mas ver claramente com precisão e gentileza. (…)

Isso não é um projeto de aprimoramento; não é uma situação em que você tenta ser melhor do que você é agora. Se você tem um temperamento ruim e você sente que agride a si mesmo e aos outros, você pode pensar que sentando em meditação por uma semana ou um mês fará seu temperamento ruim acabar — que você será aquela pessoa doce que você sempre quis ser. 

Que nunca mais uma palavra dura irá sair dos seus lábios de lírio branco. O problema é que o desejo de mudar é fundamentalmente uma forma de agressão contra si mesmo. 
O outro problema é que nossos curtos circuitos, felizmente ou infelizmente, contém nossa riqueza. 
Nossas neuroses e nossa sabedoria são feita do mesmo material. Se você jogar fora sua neurose, você também vai jogar fora sua sabedoria. Alguém que é muito agressivo também tem muita energia; aquela energia é o que enriquece. É a razão pela qual as pessoas amam aquela pessoa. 

O objetivo não é tentar se livrar da sua raiva, mas de fazer as pazes com 
ela, de ver claramente com precisão e honestidade, e também de ver com gentileza. Isso significa não julgar você mesmo como uma pessoa má, mas também não forçar a si mesmo dizendo que “é bom que eu esteja com raiva deles” o tempo todo. 
A gentileza envolve não reprimir a raiva mas também não atuar com ela. É algo muito mais sutil e mais coração aberto do que isso. Envolve aprender como, assim que você perceber totalmente o sentimento de raiva e o conhecimento de quem você e do que você faz, de soltar e deixar ir. 

Você pode se soltar da rotineira historinha ridícula que acompanha a raiva e pode começar a ver claramente como você mantém a coisa toda acontecendo. 

Por isso, seja raiva ou desejo ou ciúme ou medo ou depressão – o que quer que seja – a idéia não é de tentar se livrar disso, mas de fazer amizade com isso. 

Significa conhecer isso completamente, com um tipo de suavidade, e aprender como, uma vez que você experimentou isso inteiramente, deixar ir.”


Pema Chödron em The Wisdom of No Escape

Samadhi - Paramahansa Yogananda


sábado, 3 de novembro de 2012

Dessas pequenas felicidades certas


                Houve um tempo em que na minha janela havia um pequeno jardim seco.

                Era um tempo de estiagem,de terra esfarelada,e o jardim parecia morto.

                Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando      com a mão umas gotas de água sobre as plantas.

                Não era uma rega:era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.

            E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

             Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

****

Meireles, Drummonds, Kolodys, Bandeiras, dos Anjos, Alves, Pessoas, Quintanas - esses menestréis das linhas escritas - parecem, por vezes, almas que enxergavam mais do que nossos olhares ordinários conseguem ver.

        Como se, observando uma mesma paisagem, um mesmo rosto, um mesmo sentimento, percebessem ali dimensões desconhecidas para os olhos duros, entorpecidos, de uma Humanidade cambaleante.

        Mostravam-se dotados de sentidos que não temos, ou talvez, como afirma despretensiosamente Cecília Meirelles (uma mulher de olhos tortos, segundo ela mesma), simplesmente aprenderam a olhar.

        Notar as minúcias, as pequenas grandes coisas, as singelas belezas, faz-nos desenvolver como que este novo sentido, um novo grau de percepção, que se utiliza dos sensores físicos, porém apenas como instrumentos, pois o que sente, o que capta, habita certamente outras esferas sensoriais.

        Um sentido que nos faz atentos, que nos faz conscientes de toda finalidade do viver, constantemente – como se jamais deixássemos de perder o controle, o leme da embarcação que conduzimos através de tantos e tantos oceanos universais.

        A felicidade almejada no segredo ou no proclamar de nossos sonhares - o júbilo pleno - certamente ainda está distante de nossas possibilidades – mesmo porque nossos anseios ainda encerram a fragilidade do pueril e do imediato.

        Mas é certo, e muito certo, que esta conquista não é futura, ela é construída de átimos sucessivos, aos poucos, e agora.

        Sempre idealizamos uma felicidade prêmio, um tesouro ao final de uma longa e tortuosa jornada.

        Porém, a conquista da maturidade psicológica nos fará entender que ela é, em verdade, uma construção ao longo do caminho.

        Uma edificação gradual e certa, feita de milhares de pequenos cristais preciosos, como estas pequenas felicidades certas que a sensibilidade de Cecília nos faz divisar:

        Nasceres do sol. A harmonia da fauna, da flora. O encanto dos incontáveis tons que pintam o céu todas as manhãs – dos cinzas aos anis.

        E de tantas outras coisas... 

 
****

        Repare mais no mundo à sua volta. Não apenas para constatar seus problemas – como costumeiramente fazemos - mas principalmente para descobrir suas alegrias, seus valores, suas virtudes.

        Aprenda com os poetas e seus olhos tortos, e deixe-se encantar pelo pardal que pula no muro, pelas borboletas brancas que voam juntas; pelo fechar dos olhos de um gato, pelo cantar distante de um galo, pelo vôo de um avião; pelo sorriso de um estranho, pelo encontro da água com a terra fértil de um pequeno jardim...

        Troque, como afirma uma jovem poetisa, um relógio de tempo rápido por um relógio de horas longas.

        Para olhar a natureza, e apreciar os pássaros. Troque um dia apavorado, preso, rápido, por um dia solto, leve e comprido.

        Troque, aprenda, cresça.

        Inunde sua vida dessas pequenas felicidades certas. 


Redação do Momento Espírita, com base no cap.  
A arte de ser feliz,  do livro Escolha o seu sonho:
crônicas, de Cecília Meirelles.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Simplicidade




"Eu canto um hino jamais entoado por nenhuma outra voz... 
A Ti, Ó Espírito, eu não canto nenhuma ária intelectual, 
premeditada e disciplinada; 
somente a melodia espontânea do meu coração. 
A Ti não ofereço nenhuma flor de estufa, 
regada por emoções cuidadosas; 
somente as flores raras que crescem espontaneamente 
nos mais altos píncaros de minha alma."


Paramahansa Yogananda, "Whispers from Eternity"

O Evangelho do Futuro


Raças e povos ainda existem, que o desconhecem, porém não ignoram a lei de amor da sua doutrina, porque todos os homens receberam , nas mais remotas plagas do orbe, as irradiações do seu espírito misericordioso, através das palavras inspiradas dos seus mensageiros.
O Evangelho do Divino Mestre ainda encontrará, por algum tempo, a resistência das trevas. A má fé, a ignorância, a simonia, o império da força conspirarão contra ele, mas tempo virá em que a sua ascendência será reconhecida.
Nos dias de flagelo e de provações coletivas, é para a sua luz eterna que a Humanidade se voltará, tomada de esperança. Então, novamente se ouvirão as palavras benditas do Sermão da Montanha e, através das planícies, dos ontes e dos vales, o homem conhecerá o caminho, a verdade e a vida.

Coincidências


João era dono de uma bem sucedida farmácia numa cidade do interior. Era um homem bastante inteligente mas não acreditava na existência de Deus ou de qualquer outra coisa além do seu mundo material.

Um certo dia, estava ele fechando a farmácia quando chegou uma criança aos prantos dizendo que sua mãe estava passando mal e que se ela não tomasse o remédio logo iria morrer.


Muito nervoso, e após insistência da criança, resolveu reabrir a farmácia pra pegar o remédio. Sua insensibilidade perante aquele momento era tal que acabou pegando o remédio mesmo no escuro e entregando à criança que agradeceu e saiu dali as pressas.


Minutos depois percebeu que havia entregado o remédio errado pra criança e que se sua mãe o tomasse seria morte instantânea.


Desesperado tentou alcançar a criança mas não teve êxito.


Sem saber o que fazer e com a consciência pesada, ajoelhou-se e começou a chorar e dizer que se realmente existia um Deus que não o deixasse passar por assassino.


De repente, sentiu uma mão a tocar-lhe o ombro esquerdo e ao virar deparou-se com a criança a dizer " senhor, por favor, não brigue comigo, mas é que caí e quebrei o vidro do remédio, dá pro senhor me dar outro?



(autoria desconhecida)

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

As pessoas mais bonitas...


"As pessoas mais bonitas que conhecemos
são aquelas que conheceram o sofrimento,
conheceram a derrota,
conheceram o esforço,
conheceram a perda
e encontraram seu caminho para fora das profundezas.

Essas pessoas têm uma apreciação,
uma sensibilidade e uma
compreensão da vida
que as enche de compaixão,
gentileza, e uma profunda preocupação amorosa.

Pessoas bonitas não acontecem por acaso".
 
 
~Elisabeth Kübler-Ross~

Poemas e Orações...



Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
- muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,
não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições…
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,
Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!
Porque a poesia purifica a alma
… a um belo poema – ainda que de Deus se aparte -
um belo poema sempre leva a Deus!

Mário Quintana

A Família é o exercício do Amor...



É só uma diferença...



“Deficiência constitui uma parte natural da experiência humana. Ela não diminui sob nenhum aspecto o direito de a pessoa viver independentemente, de gozar de autodeterminação, de fazer as suas próprias escolhas, de perseguir carreiras significativas, e de experimentar uma integração completa na vida econômica, política, social, cultural e educacional do País”. 


(Tom Harkin)

O Futuro...




"O futuro não é um
lugar aonde estamos indo,
mas um lugar que
estamos criando.

O caminho para ele
não é encontrado,
mas construído,
e o ato de fazê-lo
muda tanto o
realizador quanto
o seu destino."


Antoine de Saint-Exupéry

Minha Alma...



Minha alma tem o peso da luz.
Tem o peso da música,
Tem o peso da palavra nunca dita,
prestes a ser dita.
Tem o peso de uma lembrança.
Tem o peso de uma saudade.
Tem o peso de um olhar.
Pesa como pesa uma ausência.
E a lágrima que não se chorou.
Tem o imaterial peso da solidão
no meio dos outros."
 
 
~ Clarice Lispector ~