sábado, 27 de agosto de 2016


Vamos deixar a Vergonha de lado e falar sobre essa emoção?

A vergonha é uma emoção universal e todos nós a sentimos. Aliás, este é um sentimento muito importante e fundamental para exercermos a empatia e nos relacionarmos de modo saudável. Contudo é verdade, também, que vivemos em uma sociedade cada vez mais intolerante ao erro, à imperfeição e às diferenças e neste cenário, no qual só o perfeito, o ótimo, o genial é bem visto e reconhecido… Quem se arrisca? Quem consegue lidar com a vergonha de não corresponder às expectativas, sejam elas próprias ou alheias.

Somos seres sociáveis, criados para nos relacionarmos e sentimos necessidade de aceitação. Neste contexto, a vergonha é percebida como um temor à desonra, à perda de alguma conexão, à ruptura de algum vínculo; temor de não ser admirado e, portanto, ser indigno de relacionar-se.

As primeiras experiências de vergonha ocorrem já na infância e podem afetar a saúde mental ao longo do desenvolvimento persistindo até a vida adulta. Podem ainda contribuir para desenvolvimento da depressão, ansiedade e estresse. Um estudo realizado na Faculdade de Psicologia e Educação de Coimbra, no decorrer de cinco anos, constatou ainda que as experiências de vergonha na infância e adolescência funcionam como memórias traumáticas, tornando-se centrais na identidade e história de vida.

Já vimos que todos sentem vergonha, mas é verdade também que uns mais e outros menos. Além disso, as pessoas atribuem diferentes conceitos à vergonha. A pesquisadora Brené Brown, em sua pesquisa sobre o tema, ouviu pessoas sobre o que consideravam vergonha. Em seu trabalho obteve respostas como: vergonha é ir à falência; enfurecer-me com meus filhos; não ser convidado para um evento. Além disso, a pesquisadora constatou diferenças entre gêneros. Entre as mulheres vergonha estava bastante associada ao medo da imperfeição, de nunca ser boa o bastante enquanto que para os homens vergonha significava fraqueza, não importava onde, vergonha era fracasso e demonstrar medo.

A vergonha pode surgir a partir de nossas avaliações internas, de nosso autojulgamento, mesmo que não tenhamos sido criticados. Está relacionada, também, ao receio da quebra de regras, ao medo de não atender às expectativas, normas e valores sociais. Como uma emoção autoconsciente, a vergonha leva a um aumento do olhar para si mesmo, a autovigilância do próprio comportamento que, por vezes pode se tornar excessivo, resultando em dor e sofrimento.

A vergonha, com o tempo, corrói a coragem. Cada vez que ficamos calados, que recuamos, tornamos a vergonha maior e mais assustadora. Sendo assim, a melhor forma de lidar com ela é enfrentando-a. Para isto:
  • Aceite a vergonha, ela é uma emoção e seguirá fazendo parte da sua vida;
  • Reconheça os sinais físicos da vergonha no corpo e as experiências, diálogos, expectativas que a desencadearam;
  • Questione-se: Os medos que comandam a sua vergonha tem a ver com o que você quer ou correspondem às expectativas socialmente esperadas?
  • Compartilhe sua vergonha com as pessoas que conquistaram o direito de ouvi-la, só assim será possível vivenciar experiência de acolhimento e empatia;
  • Aprenda a conversar consigo de modo gentil, do mesmo modo que faria com alguém que você amasse, encorajando-o;
A tendência natural das pessoas frente à vergonha é isolar-se e assim ela vai sendo nutrida pelo segredo. Por outro lado, falar sobre ela a enfraquece, permite descobrir que outras pessoas também a sentem, que o resultado de não atender às expectativas talvez não seja tão catastrófico. Por fim, o único antídoto contra a vergonha é enfrentá-la com coragem, mas também com autocompaixão.


Brown, B. (2013). A coragem de ser imperfeito. Sextante.
Matos, M. S. A., Gouveia, J. A. P., Gilbert, P. (2012). Shame memories that shape who we. Coimbra.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Inveja, a ilusão da comparação



Inveja, a ilusão da comparação!
por Gisela Campiglia

O conceito de inveja e cobiça são muito próximos, nos dois casos existe o desejo de possuir algo que pertence à outra pessoa. Porém, na cobiça pode haver um desdobramento negativo, ou positivo. Quando alguém almeja ter aquilo que é do outro, existe a possibilidade deste desejo ser usado positivamente como motivação; o resultado é o empenho para desenvolver e alcançar tais atributos. A forma negativa de lidar com a cobiça é tentar se apossar do que não lhe pertence.

Já a inveja é sempre negativa, de forma preconceituosa e equivocada, alguns gostam de usar o termo inveja branca, no entanto, não existe inveja positiva. A inveja é a raiva vingadora do "impotente" que, ou invés de lutar pelos seus anseios, prefere eliminar a concorrência. Na inveja, além da cobiça, existe uma tristeza acompanhada de revolta, que decorre no desejo de fracasso do outro. Mais do que desejar aquilo que é o outro, na inveja o que realmente incomoda é a felicidade alheia.

A inveja pode se manifestar de forma consciente, ou inconsciente, ela revela o rancor que habita o indivíduo, essa profunda insatisfação tem suas bases na imaturidade, repressão, ou frustração. Através de um processo de transferência, essas emoções são enviadas contra pessoas que possuem algo que elas desejam e não podem alcançar, ou, não tem coragem de conquistar.

A origem da palavra inveja proveniente do latim é invídia, significa "não ver", o invejoso é cego a respeito de si mesmo, é alguém que precisa trabalhar o autoconhecimento. Somos todos irmãos em humanidade, mas, diferentes e únicos em talentos. Se não existisse comparação, não existiria inveja, ela nasce da diferença humana. Usar a comparação entre o desempenho dos filhos como método educativo para reprimir comportamentos indesejados, é uma prática nada saudável que pode estimular a inveja entre os irmãos. Vinculada à comparação, a inveja é direcionada a alguém próximo, um familiar, um vizinho, um amigo, ou colega de trabalho. A inveja costuma ser parte de muitos transtornos psicológicos e de personalidade, quando observadas capacidades superiores as suas em outrem, algumas pessoas acabam por se considerar prejudicadas pela vida.

Sendo um dos sete pecados capitais no catolicismo, a inveja foi retratada no segundo degrau do purgatório por Dante Alighieri em sua obra a Divina Comédia. Os invejosos aparecem com os olhos costurados com arame, pois, estes haviam tido prazer em ver o fracasso e o sofrimento dos outros. Toda inveja vem pelos olhos, existe coerência na utilização da expressão olhar de seca pimenteira, ou mesmo, fui vítima de olho gordo. Até mesmo os amuletos usados como proteção contra a inveja carregam esse símbolo, o olho grego, e o olho de boi.

O semblante de raiva disfarçada que emoldura o olhar de inveja, costuma vir acompanhado de um falso elogio, seguido por uma crítica dissimulada. Um exemplo bastante comum de inveja entre mulheres é: " - Fulana é bonita, rica e inteligente, mas, você sentiu o hálito insuportável que ela tem? Coitada!". Em realidade, a pessoa que inveja não tolera o invejado. É claro que, a invejosa nem cogita levar em consideração todo o trabalho que "fulana" teve, para conquistar sua boa aparência, recursos financeiros e conhecimento. Acredita que tudo tenha sido um golpe de sorte da vida, coisa que não acontece com a "injustiçada" invejosa.

A inveja é a cegueira das próprias habilidades, o invejoso perde tempo desejando o azar daquele que identifica e desfruta de seu potencial, desta forma, viabilizando o sucesso em sua vida como resultado. Afinal, é muito mais fácil olhar o que o outro tem, do que olhar para si mesmo, assumindo e procurando desenvolver as próprias capacidades.

A luz da vida em sua perfeição criou cada ser humano como único, logo, somos incomparáveis. Todos aqueles que reconhecem seus talentos e os praticam com excelência, tem seu espaço para brilhar. A inveja é uma ilusão que nasce da comparação; ao encontrar e desenvolver os próprios talentos naturais, cada um pode ocupar o seu espaço de sucesso na vida.

Gisela Campiglia é palestrante, estuda e pratica o autoconhecimento desde 1985. Formação: Psicologia Junguiana, Física Quântica, Bioenergia, Metafísica e Espiritualista.

Fonte: somostodosum.ig.com.br

terça-feira, 12 de abril de 2016

CARINHO




'' Que os beijos nos tragam a calma, 
que o afeto nos cure a alma, 
que o carinho permaneça, 
que a gentileza prevaleça e que
 as coisas boas se multipliquem.'' 

do livro A Província, por Denis Drummond

7 Passos para dominar o EGO


domingo, 13 de março de 2016

Maura de Albanesi. PERDÃO E AUTOPERDÃO.

O equilíbrio e a espiritualidade



O equilíbrio e a espiritualidade!
  Duas palavras que andam juntas, pois caminhando na espiritualidade conseguimos chegar mais próximos ao equilíbrio.
  Equilíbrio em todos os aspectos; emocional, nos relacionamentos, nos problemas do dia a dia, saúde e o principal: o equilíbrio de nosso Eu.
  A espiritualidade traz este equilíbrio, passamos a saber transformar os problemas em soluções, em aprendizados.
  O mundo em volta de nós muda, as pessoas e os acontecimentos.
  O que ontem parecia ser o fim do mundo, hoje é o começo, uma descoberta para tranquilidade e harmonia pessoal.
  É como se descobríssemos um dom, o dom de transmutar tudo que é ruim em algo simples, normal, fácil de lidar.Ainda não sabemos o quanto pode ser fácil ser feliz. Corremos atrás de uma felicidade imposta pelos homens, status, dinheiro, fama. Quando na verdade a real felicidade está perto de nós, nas coisas mais simples da vida.
  Num dia agradável com quem se ama, com a família, em momentos na natureza, sentindo um pouco o que Deus nos dá de presente, todos os dias.
  Quando realmente nos damos conta da verdadeira felicidade, pode ser tarde!
  Os filhos cresceram, a natureza que um dia foi abundante, pode estar se acabando, o verdadeiro amor que sempre estava a seu lado pode ter partido ou desistido de te amar. Novos tempos, novas descobertas.
  Hoje em dia temos acesso a tudo que queremos!
  Busque a espiritualidade, é a chave para o equilíbrio e felicidade plena.
  Permita-se ser feliz.
 
Paz e Luz!
Fonte: No caminho da luz

terça-feira, 8 de março de 2016

Carinho para fluir bem o dia...



❝…Abençoadas sejam as dádivas que vêm nos
lembrar, com alívio, que há lugares de descanso para
os nossos cansaços.
..❞

 (Ana Jácomo)

A Alegria contagia...


A alegria é um estado natural das pessoas que prezam pelos bons sentimentos e que encaram a vida sem complicações, e fazem desse sentimento contagiante, parte integrante de todas as suas ações ou atitudes, porque a alegria sem sombra de dúvidas melhora e muito a vida de qualquer um de nós.

É através da alegria que mantemos uma condição vibratória favorável, onde os sentimentos estão elevados e consequentemente  os pensamentos estão seguindo em uma única direção, o caminho para o bem comum.
 
Desta forma, estar alegre é sim um estado da alma, porque estar alegre significa estar caminhando para o contentamento da vida em que se está e assim sendo, está contagiando a todos que estão compartilhando desta vida com você, trazendo mais harmonia e paz a todos os corações.
 
Procure manter-se alegre, este sentimento é contagiante e pode transformar a sua história de vida, deixe de lado os sentimentos que te levam ao sofrimento e siga adiante alegre e confiante.


Fonte: Gotas de Paz