terça-feira, 10 de novembro de 2015

TODA A ALEGRIA...


“Toda a alegria que você almeja está dentro de você. 
Você sofre como alguém que tem vastas riquezas em um cofre de ferro, mas não tem ideia de onde está a chave! 
As chamas de raiva, orgulho, ódio, inveja, etc. são mais devastadoras que o fogo natural. 
Elas surgem na mente furtivamente e, em jorros, sempre exigem se alimentar mais e mais. 
O fogo é chamado "anala", que significa "não basta". 
Você teme o fogo quando ele salta ao longe. 
O que se diz, então, do fogo que está dentro de seu próprio eu? 
Como apagar essas chamas perigosas? 
Há extintores comprovadamente testados pela experiência e garantidos pelos sábios, e eles são: Verdade, Retidão, Paz e Amor (Sathya, Dharma, Shanthi e Prema). 
Examine dentro de você que características e hábitos que você deve descartar e os que deve manter. 
Somente aquelas tendências e atitudes que o lembram do Divino no qual você deve se fundir devem ser mantidas e desenvolvidas.” 

(Sathya Sai Baba)

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Ensinamentos - Prem Baba


** Vivemos numa era na qual os valores espirituais foram praticamente esquecidos. Todos estão atrás de alegrias passageiras, encantados com as criações da mente. O mundo se tornou extremamente materialista. O homem acredita que, para ser feliz, ele precisa dominar a matéria, Acredita que se tiver dinheiro, terá domínio sobre o outro, e dessa forma, se torna dependente dele.
Essa ilusão é o que tem gerado toda crueldade e miséria que vemos no mundo.

**  Quando começa a retirar os amortecedores que te impedem de sentir, e entra em contato com a dor de ter machucado alguém, fique atento para não cair na armadilha da culpa. Às vezes, ela é tão grande que você começa a se punir severamente até que não veja outra saída a não ser amortecer de novo.

** As diversas crises que estamos atravessando, estão a serviço do despertar da consciência coletiva. Estamos sendo levados a reconhecer nossos erros em relação às escolhas que fizemos até agora.
Nossa cultura e nossos sistemas social, econômico e político - têm se baseado no egoísmo, no medo da escassez e no ódio. Mas , para vivermos em um mundo melhor, precisamos converter essas forças destrutivas em altruísmo, confiança e amor.

**  O silencio é a ponte para o eterno, é a ponte para o nosso coração. Não importa a sua religião, não importa sua classe social, não importa o que você pensa.
O silencio é completamente livre de tudo, ele é puro, é realmente expressão máxima da vida.

** Chegou o momento de realizarmos uma revolução na consciência. Isso é possível através do comprometimento com o silencio. O silencio evoca a consciência e a consciência evoca a transformação. A prática de um único minuto em silencio por dia é capaz de iniciar a maior revolução que o planeta já viu.

** Por que evitamos tanto o movimento em direção à nossa interioridade?
Porque talvez isso seja mais desafiador do que você ir a outro planeta. Porque mover-se em direção àquilo que nunca morre, em direção ao Eterno dentro de nós, é aí que reside verdadeiramente, a grande aventura.

** A relação afetiva é a melhor escola. Ela é uma preparação para que você possa se relacionar e amar a Deus. Deus já sabe quem você é e não precisa da sua revelação, mas a pessoa com quem você está se relacionando precisa que você se revele e receba a revelação dela. Para isso é ir além do orgulho e dos medos, é preciso ter coragem para enfrentar verdades pouco agradáveis à respeito do outro e de si mesmo.

** Por alguma razão estamos todos encarnados nessa Terra, portanto, nos cabe jogar esse jogo. E não importa o quão desafiador o jogo seja, é possível vencer. Para isso é preciso ter consciência de que caímos e levantamos até que amadurecemos o suficiente para não mais cair.
Quando podemos identificar a nossa intencionalidade negativa, podemos escolher fazer diferente, e portanto temos a chance de mudar nossas vidas.

** Despertar o amor é uma metáfora para o processo de remover as capas que nos impedem de manifestar esse amor. O rio está fluindo em direção ao mar, mas existem muitos diques, algumas pedras que bloqueiam sua passagem. O trabalho do buscador, do iniciado, é remover estes obstáculos para que o amor possa se manifestar."

Sri Prem Baba 
Fonte: Ventos de Paz

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Casa arrumada é assim...


"Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas…
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida…
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.

Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto…

Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos…
Netos, pros vizinhos…
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.

Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias…
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela…
E reconhecer nela o seu lugar."


Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 22 de julho de 2015

A flor de lótus



Venerada em muitos lugares, desde a Índia, Japão e Egito, a flor de lótus simboliza a criação, a fertilidade e, sobretudo, a pureza, uma vez que essa bela flor emerge das águas sujas, turvas e estagnadas - a raiz está na lama, o caule na água e a flor no sol - que na crença hindu simboliza a beleza interior. Na Índia, a flor de lótus simboliza a elevação espiritual, que surge da obscuridade para desabrochar em plena luz.

Uma pessoa me escreve, aflita: "Gostaria de saber o que a regressão poderia me ajudar, pois a única palavra que me vem à cabeça agora é medo e desespero".

Quando a luz da vida parece apagar-se lentamente diante de nossos olhos, e nos sentimos como que presos a uma areia movediça, amedrontados, inseguros e sem perspectivas de saída da crise depressiva a qual experimentamos, a regressão pode ajudar a irmos fundo no "pântano" da inconsciência, em busca de respostas que expliquem o nosso momento existencial.

No fluxo do autoconhecimento, somos como a flor de lótus, que arraigada à lama, aguarda o momento para desabrochar, ou seja, a nossa inconsciência (o lodo) emerge (pelo caule) à luz da consciência (o sol) para expressar e irradiar a sua beleza (flor de lótus).

Por outro lado, se permanecemos no pântano de nossas dores, não percebemos a presença da luz, responsável pela ativação de energias sutis que compõem a vida no universo. Desta forma, o "desabrochar" (despertar) fica comprometido por processos obsessivos que nos mantém cativos de um estado de coisas que interfere na evolução espiritual. Isto é, somos como a flor de lótus que enquanto não desabrocha não expressa a sua beleza.

No Budismo, os centros da consciência no corpo humano (chacras) estão representados como flores de lótus, cujas cores correspondem ao seu caráter individual, enquanto o número de suas pétalas corresponde às suas funções.

O significado original deste simbolismo pode ser visto pela semelhança seguinte: tal como a flor de lótus cresce na escuridão do lodo para a superfície da água, abrindo suas flores somente após ter se erguido além da superfície, ficando imaculada de ambos, terra e água, que a nutriam, do mesmo modo a mente, nascida no corpo humano, expande suas verdadeiras qualidades (pétalas) após ter se erguido dos fluidos turvos da paixão e da ignorância e transforma o poder tenebroso da profundidade no puro néctar radiante da consciência iluminada (bidhicitta), a incomparável joia (mani) flor de lótus (padma). Assim, o arahant (santo) cresce além deste mundo e o ultrapassa. Apesar de suas raízes estarem na profundidade sombria deste mundo, sua cabeça está erguida na totalidade da luz. Ele é a síntese do mais profundo e do mais elevado, da escuridão e da luz, do material e do imaterial, das limitações da individualidade e da universalidade ilimitada, do formado e do sem forma, do Samsara e do Nirvana.

Se o impulso para a luz não estivesse adormecido na semente profundamente escondida na escuridão da terra, o lótus não poderia se voltar em direção à luz. Se o impulso para uma maior consciência e conhecimento não estivesse adormecido no estado da mais profunda ignorância, nem mesmo num processo de completa inconsciência, um iluminado poderi se erguer da escuridão do Samsara.

Assim é o despertar para o conhecimento de si mesmo, e a experiência regressiva, em estado alterado de consciência, pode ajudar a pessoa a sintonizar com informações que eram desconhecidas por encontrarem-se na zona do esquecimento das memórias cerebral e extracerebral.

A experiência regressiva não opera o "milagre" da purificação espiritual, mas pode representar o primeiro passo de um caminho que leva o indivíduo a libertar-se de um padrão comportamental arraigado ao seu passado. Fator determinante para que o espírito, mais leve, dê passos seguros rumo ao autoconhecimento de nível avançado.

A semente da iluminação, que germina durante o processo de autoconhecimento, está sempre presente no mundo, e do mesmo modo que os espíritos evoluídos surgiram nos ciclos passados da Terra, também os iluminados surgem no presente ciclo e poderão surgir em futuros ciclos. Enquanto houver condições adequadas para a vida orgânica e consciente, a flor de lótus, com todo o seu esplendor, permanecerá estimulando corações e mentes a despertar dos escuros labirintos da inconsciência.


por Flávio Bastos - STUM Somos Todos Um. 
A flor de lótus
Acesse o conteúdo completo em: http://www.stum.com.br/clube/c.asp?id=44241
A flor de lótus
Acesse o conteúdo completo em: http://www.stum.com.br/clube/c.asp?id=44241

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Pensamento do Dia...


❝...Todos nós temos nossas máquinas do tempo.
Algumas nos levam pra trás, são chamadas de memórias.
Outras nos levam para frente, são chamadas sonhos....❞.... 

(Jeremy Irons)



domingo, 17 de maio de 2015

Todos nós vivemos isto, e eu também...




Quem de nós nunca sentiu insegurança, confusão e até dúvidas no caminho da fé? 

Todos nós vivemos isto, e eu também: faz parte do caminho da fé, faz parte da nossa vida. 

Nada disto nos deve admirar, porque somos seres humanos, marcados pela fragilidade e limites; todos nós somos fragéis, todos temos limites. 

No entanto, nestes momentos de dificuldade é necessário confiar na ajuda de Deus, mediante a oração filial e, ao mesmo tempo, é importante encontrar a coragem e a humildade de nos abrirmos aos outros, para pedir ajuda, para pedir que nos dê uma mão. 

Quantas vezes fizemos isto, e depois conseguimos resolver o problema e encontrar Deus mais uma vez!



                                  Papa Francisco


Fonte: Entre o Sonho e a Realidade

domingo, 3 de maio de 2015

Amigos...


❝ Amigos são poemas... 
Os verdadeiros amigos são a poesia da vida. 

Eles enchem nossos dias de cores, rimas e risos, e 
nos seguram a mão quando caminhar parece difícil. ❞

( Letícia Thompson )

Tempo de Renovação...



❝ É tempo de renovação .

Tempo de esquecer as mágoas e 
 libertar o coração ! ❞

Fonte: Som do Coração

Admiro...


 
Admiro essa gente bonita que transborda alegria 
e que faz do riso um buquê de boas vindas. 
 
Gente que traz nos olhos aquele brilho convidativo. 
E no toque das mãos o calor genuíno de quem nos abraça com a alma.
 
Tem gente assim, que faz do coração 
um doce lar pra gente ficar. ❞

 
(FranXimenes)

Frase do dia


domingo, 26 de abril de 2015


"... Que eu seja hoje melhor que ontem...
Que eu caminhe com fé, força e confiança...
Que nada e nem ninguém possa me abalar...
Que a alegria invada meu espírito...
Que a Luz preencha tudo ao meu redor...
Que eu me encontre no olhar de cada semelhante...
Que meu sorriso possa iluminar o próximo...
Que o amor seja meu guia hoje e sempre...
Pois hoje é um novo dia e outra chance me foi dada...
Que eu saiba renascer neste novo despertar..."

(Mitakuye Oyasin)

AMIZADE


Quero te dar chuva de flores pela manhã. 
E quando quiseres podes vir colher sorrisos direto do quintal da minha alma. 
Nunca há de te faltar amizade. 
E se murchar tua alegria, podes vir buscar uma muda no meu jardim 
para que a tua floresça outra vez. 
Se te faltar o vento, eu te sopro carinho. 

(*.*)

Fonte: Tudo que acredito ou tento acreditar...

quinta-feira, 23 de abril de 2015

O amor em tempos de colheita


Certa vez escutei uma história que, verídica ou não, fez todo sentido dentro da minha experiência pessoal.

“Numa floricultura em Nova York existia uma florista que todas as manhãs fazia pequenos arranjos de flores e os deixavam expostos gratuitamente para que aqueles que passassem pudessem levá-los consigo. Entre os arranjos, estavam os feitos por um certo monge e estes eram justamente os primeiros que as pessoas levavam. Intrigada com a predisposição que todos tinham pelas flores do monge, a florista resolveu deixá-los bem atrás dos outros. Mas, mesmo assim, eles continuavam a ser os escolhidos! Então, ela resolveu ir até o monge e perguntar qual era o seu segredo. E a resposta que obteve é que nada de diferente era feito, mas que a cada arranjo montado ele colocava e emanava todo o seu amor e energia para que aquele pequeno presente fosse fonte de beleza e alegria para as pessoas que o levassem”.

Você pode estar se perguntando: Como apenas a intenção dele era capaz de produzir tal efeito?

Sinceramente, me faltam as explicações lógicas e científicas para lhe trazer essa resposta. Mas, o que eu vejo na minha própria vivência e nas histórias de muitas outras pessoas que conheço é que realmente “o olho do dono engorda o gado!”

Todas as coisas que nos propomos a fazer com empenho, dedicação, carinho e amor acabam atraindo resultados mais favoráveis do que se apenas investirmos energia material ou nos dedicamos somente o mínimo necessário. A colheita pode até vir num momento ou de um jeito diferente do que você espera, mas ela acaba chegando.

Então que dizer que a nossa colheita e a prosperidade têm a ver com o amor que colocamos em tudo que fazemos?

Acho que não só! Os frutos dependem também do nosso trabalho na realidade, do nosso foco, dos objetivos que traçamos para nós e que vamos em busca de concretizar.

Portanto, de nada adiantaria o monge apenas olhar para as flores e enviá-las vibrações de amor. Ele precisava “pôr a mão na massa”, escolher as flores, montar os arranjos e dispô-los para a florista. De outra forma sua intenção não se realizaria jamais!

Assim, para a colheita da prosperidade é preciso arregaçar as mangas, preparar a terra, escolher as sementes e semeá-las, regar e proteger. Enfim, tomar todos os cuidados para a plantação vingar e trazer os frutos desejados.

Portanto, se você está num momento que almeja pela prosperidade e ela ainda não chegou na sua vida é a hora de se perguntar: Eu realmente estou depositando no meu sonho tudo o que eu preciso para que ele se realize? Eu sei preparar o solo, escolher as sementes e plantar? Isso que eu quero é realmente o que eu amaria ter ou fazer?

São várias as respostas a serem buscadas, eu sei! Mas, se você quer descobrir qual o caminho e compreender porque algo misterioso simplesmente acontece, você precisa seguir o exemplo da florista da história e ir em busca do conhecimento.

Mas lembre-se, o primeiro amor que você precisa emanar e o primeiro investimento que precisa fazer é sobre você mesmo! E que, assim, você consiga, no momento certo colher a tão sonhada prosperidade!


 por Marcela Alice Bianco
Fonte: CONTI outra continue sentindo.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Merlin, o feiticeiro, e sua ilusão!


Nas pesquisas históricas que tenho feito desde 2011, na ilha de Avalon, na Inglaterra, vez por outra deparo-me com belas histórias ainda desconhecidas do público. As vezes, tomo conhecimento de lendas e também aquelas que levam um misto de realidade e fantasia. Talvez seja ainda a presença da aura mística do rei Artur com toda sua corte repleta de cavaleiros, magos e donzelas que impregnam o imaginário e a vida daquele povo simples da região.

É deste cenário encantador que surge a fascinante lição acerca dos verdadeiros valores da vida, mas também da paixão e do duelo entre a razão e o coração.

Merlin, o genial feiticeiro da corte de Artur, era dado apenas ao culto da razão e da magia. Envelhecera, segundo o burburinho das vozes palacianas, sem nunca ter tocado em uma mulher. Porém, apesar da idade avançada e da descrença em relação às coisas do coração, o mago conselheiro de Artur, foi arrebatado pela beleza de uma jovem donzela que visitara o palácio.

Seu nome era Morgana. A encantadora jovem parecia trazer uma ingenuidade pulsante, e a sensualidade irradiava de seus gestos delicados e de seu olhar brilhante. Merlin não resistiu aos dotes físicos da donzela e sentiu pela primeira vez um frêmito percorrer todo o seu corpo envelhecido e casto. A sua aproximação de Morgana, fazia-lhe bater o coração de forma diferente, como se este já não mais suportasse o lugar de desprezo a que fora confinado por todos os anos, desde a mocidade do mago.

Merlin convidou Morgana para um passeio e enquanto caminhavam, ia realizando seus feitiços, mudando aqui e ali de aparência, sempre apresentando-se mais jovem e enchendo o salão de musicistas, pratos deliciosos, ornamentações exóticas. Ele a impressionou finalmente! Entretanto, chamou a atenção da moça para seu poder e conhecimento, sem conseguir despertar em seu íntimo qualquer interesse pelo seu afeto. A "inocente" jovenzinha revelou-se aos poucos uma mulher ambiciosa e à medida que prometia entregar-se ao velho Merlin, mais ele lhe revelava os segredos de sua magia.

Certo dia, o mago confidenciou ao rei Artur que seu fim estaria próximo, pois não sabia como controlar a paixão. Artur, indagou como ele sendo tão sábio, estava sem encontrar a solução para aquela perturbação, ao que o mago respondeu: "- Meu nobre rei, diante do conflito entre a paixão e o saber, começo a descobrir que o saber nunca vence!"

E assim, Merlin convidou Morgana para ir até as montanhas da Cornuália, pois ele havia preparado um belo quarto, escavado nos paredões rochosos. Embelezou com joias preciosas, o revestiu com ouro, e encheu o ar com o perfume de velas aromatizadas. Tudo isto havia feito para uma noite de amor! Porém, Morgana tinha outros planos. Pediu para que Merlin entrasse primeiro por uma passagem secreta que daria acesso ao quarto, e quando ele se encontrava na alcova, esperando-a, ela pronunciou as palavras mágicas e o encarcerou nos aposentos, na intimidade da montanha. Do lado de fora, à medida que se afastava, ela ouvia a sua voz suplicante, pedindo liberdade.

Ele ficou preso à própria paixão avassaladora e ao seu poder que usou para tentar seduzi-la. Por outro lado, ela ficou com seu prestígio e conhecimento da magia. E ainda hoje quem quer que visite as montanhas, reza uma tradição, que é possível ouvir a voz envelhecida do mago, clamando por libertação!

Esta história ou estória, é o reflexo das escolhas infelizes de muitos até hoje. 

Quantos há, que por uma paixão, ficam presos nas próprias ações equivocadas? Por ventura, são poucos os crimes passionais? Não, não são poucos os que se enredam nas tramas e são emparedados vivos, por acreditarem que o outro pode ser conquistado por violência e ameaças. 

Quantos tentam manter suas relações pelo poder ou outro tipo de talento? E não podemos esquecer dos jogadores de futebol e das celebridades da TV que posam ao lado de seus "menininhos" de corpos sarados, verdadeiros orangotangos de praia. E o mais curioso é quando ouvimos o discurso, "de que amam a essência..." Pura demagogia! A qual essência estão se referindo? 

São consumidores de uma filosofia de vida que diverge do "amor à essência". Pululam em uma sociedade que cultua a vaidade com suas botulinas e lipolight, que usa camisetas com jacarezinho no peito, ou curte as bolsas Louis Viton, que por sinal, são muito compradas por brasileiros nos camelôs das ruas de Roma. Sem deixar de falar do prestígio que passam a desfrutar estas "bonequinhas de luxo", com acesso a diretores de novelas, filmes e programas de TV, onde ao lado de seus setentões e oitentões são apresentadas como o novo par romântico de uma sociedade ilusória, sustentada pelos recursos do photoshop e da fantasia propiciada pelo consumo compulsivo.

Já tive a oportunidade de levantar este assunto em meu livro, Entre o Ciúme e o Amor e agora faço aqui. Alguém já soube de algum caso de uma alma gêmea encontrada em um abrigo para idosos? Ele tem 25 ou 40 anos e deixou a esposa porque encontrou sua cara-metade em um asilo. Trata-se de uma garotinha de 88 anos. Alguém já viu isto em algum lugar?

Por favor, não pense que não apoio relações com diferenças na idade. Mas estou analisando qual o tipo de relação que as pessoas estabelecem.   

A ilusão de Merlin também faz outros tipos de vítimas. Quantos dedicaram toda a vida ao conhecimento, ao intelecto, e foram pegos de surpresa pelo corcel indomável da paixão? Acreditando que a solução dos problemas de origem exógena e endógena, estariam nas pesquisas científicas, tornaram-se despreparados para lidar com as coisas do coração. Em verdade, conheciam de tudo, mas ignoravam-se na própria essência.

Merlin e Morgana não ficaram no passado de Avalon. Eles ainda vivem em nós e entre nós!
 
 
por Liszt Rangel, blog da História e da Vida.

quarta-feira, 18 de março de 2015

O AMOR



O amor não está nem no doador, nem no receptor. 
Ele existe por si só. Independente. Livre. Fluído. 
O amor vive por todos os lados, em todas as coisas. 

Sábios aqueles que o percebem, que o convidam para ser uma 
companhia imperecedoura, que o recebem genuinamente de 
braços e corações abertos, que deixam-se ser um veículo pelo qual 
ele manifesta toda a sua exuberância, 
dedicação e ternura. 

O amor sempre está, 
mas a escolha de estar com ele, ou sem, 
é pessoal.

 
Cargnin dos Santos, Tadany. 
Fonte: Infinite.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Seguir a Intuição


“... A fase mais importante é a ativação da consciência maior, 
que é a sua capacidade de se doar conscientemente. 
Isso é sinônimo de colocar cada molécula do seu corpo a serviço da vontade divina. 
É um trabalho de entrega, de rendição a Deus, 
onde você aprende a seguir sua intuição compreendendo que ela é a voz de Deus, 
a voz do Mestre falando dentro de você...”

(A.D.)

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Porque os verdadeiros amigos nos fazem chorar



Antes eu pensava que os verdadeiros amigos jamais deveriam nos fazer chorar. Sim, deveria ser proibido. Até porque, ver um amigo chorar, nos faz chorar também e a vida é feita pra ser vivida com alegria.

Mas vou aprendendo no dia-a-dia que ainda tenho um longo caminho de aprendizado pela frente. E então vou descobrindo devagarinho, tal qual a madrugada vai descobrindo o dia, porque os verdadeiros amigos nos causam lágrimas.

Eles são, nessa forma de amor universal e múltipla, as pessoas que conseguem entrar dentro do nosso coração e tocá-lo. E tocam assim, com tanta sutilidade e fineza, que é nossa alma que atingem, é nossa sensibilidade que vem recebê-los. Daí as lágrimas... porque tudo o que é grande, inestimável e incompreensível no mundo arranca de nós esse sentimento de espanto.

Ah, sim... eles nos fazem chorar quando a saudade é tão grande que não encontramos palavras para explicá-la. Ou ainda, quando queremos imensamente estar na sua presença e tudo o que encontramos são as lembranças do passado. Ou quando nos arrancam bruscamente risos e lágrimas ao mesmo tempo lembrando do tempo bom e do que a vida carregou. 
 
Os verdadeiros amigos distanciam-se, mudam-se, casam-se, mas continuam insistentemente e maravilhosamente, diria eu, a habitar nosso coração. E as lágrimas que nos invadem como chuvas repentinas não são de tristeza, elas são a forma como nosso coração se expressa para mostrar o quanto o outro ainda está vivo e eternamente apegado à nossa alma. 
 
Lágrimas que nascem assim são benditas. São parte da nossa oração de agradecimento a Deus por ter transformado em amigos esses anjos que vêm iluminar nossa existência.

 
Letícia Thompson

sábado, 3 de janeiro de 2015

Convite a Reforma




Arrumei a casa.
Limpei todo o pó.
Abri as janelas e deixei o sol entrar.
Limpei as cortinas que me esconde do externo.
Dei destino novo as coisas velhas e aquelas que estavam paradas sem uso algum.
Troquei tudo que era antigo colocando no lugar novas idéias.


Não me conformei. 
Ainda não estava bom, decidi reformar a sala e os móveis.
Coloquei quadros na parede.
Preenchi espaços vazios.
Coloquei flores nos jarros, plantei outras no jardim.
Adubei. Semeei. Reguei.


Cuidei do corpo e da mente. Fui ao médico.
Mudei.
Preparei o melhor prato o mais delicioso e do agrado Dele e esperei Sua vinda.
Mesa farta e próspera. Estava feliz e confiante.
Passaram horas, dias, meses, anos. E nada.
Não veio.


Mesmo assim nunca desisti.
Continuei arrumando a casa.
Movendo-a para outros horizontes.
Alcancei a maioria dos objetivos.
Porém o que mais almejava era a companhia Dele.
Refleti os passos dados.


Durante todo esse tempo sempre permaneci acreditando na força da renovação. 
É válida.
Busquei ajuda para saber em que falhei.
Fiz algo de errado? Ou faltou algum detalhe?
A resposta veio.
Faltava o essencial para a REFORMA íntima. 


Não conseguia fazer direito por não conhecê-la. 
Achava que a exercitava em sua plenitude.
Simplesmente esqueci a maior de todas as atitudes.
Realizei reformas internas e externas bem sucedidas.
Mas durante esse tempo só cuidei de mim.


Esqueci de convidar os amigos, os familiares, 
ao estranho que passa no meu caminho, para juntos reformarmos a casa.
Esqueci talvez por ignorância, 
a compartilhar minhas dores minhas derrotas ou minhas vitórias. 
Muito mais ainda, esqueci-me de ouvir o outro e ter-lhe compaixão.


Adicionei pitadas de egoísmo, orgulho e vaidade.
No alimento faltava um importante ingrediente.
E na reforma rompi o alicerce.
Esqueci da tão falada Senhora CARIDADE.
Importante detalhe para agradar Quem eu esperava.
Sem ela simplesmente fechei a porta para Deus entrar em minha casa.


Mas ao despertar compreendi o sentido da vida.
Descobri que Ele não precisa de meus presentes.
Deus já tem tudo.
Dá-nos oportunidades de crescimento.
Aprendi a buscar e fazer a minha parte lembrando que 
nada disso tem significado quando faço só por mim.


Não posso decidir pelo outro. Cabe a cada um seguir adiante.
Mas posso compartilhar o conhecimento e o pão com o semelhante.
Com esse convite de propagar o bem.
Caminhando, ensinando e também aprendendo com o próximo.
Porque essa é a sábia Lei do amor.


Desde quando aprendi o sentido das palavras do amado Jesus.
Ensinou-me como chegar ao PAI.
Por isso que nunca mais esquecerei que a reforma íntima começa 
com o amor próprio e ao irmão.
Levou-me ao verdadeiro sentido da mudança.


Hoje a casa está cheia de luz porque aprendi como aprimorar-me.
Por isso digo: Hoje e sempre é dia do Senhor. 
Tudo porque olhei para o lado e vi irmãos que são iguais a mim, 
que também estão - assim como eu - aprendendo a serem felizes.
Ele chegou, entrou e ficou.


Texto de Almirian Carvalho