sexta-feira, 9 de outubro de 2015
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Casa arrumada é assim...
"Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas…
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida…
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas…
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida…
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto…
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos…
Netos, pros vizinhos…
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias…
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela…
E reconhecer nela o seu lugar."
Carlos Drummond de Andrade
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto…
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos…
Netos, pros vizinhos…
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias…
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela…
E reconhecer nela o seu lugar."
Carlos Drummond de Andrade
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
quarta-feira, 22 de julho de 2015
A flor de lótus
Venerada em muitos lugares, desde a Índia, Japão e Egito, a flor de lótus simboliza a criação, a fertilidade e, sobretudo, a pureza, uma vez que essa bela flor emerge das águas sujas, turvas e estagnadas - a raiz está na lama, o caule na água e a flor no sol - que na crença hindu simboliza a beleza interior. Na Índia, a flor de lótus simboliza a elevação espiritual, que surge da obscuridade para desabrochar em plena luz.
Uma pessoa me escreve, aflita: "Gostaria de saber o que a regressão poderia me ajudar, pois a única palavra que me vem à cabeça agora é medo e desespero".
Quando a luz da vida parece apagar-se lentamente diante de nossos olhos, e nos sentimos como que presos a uma areia movediça, amedrontados, inseguros e sem perspectivas de saída da crise depressiva a qual experimentamos, a regressão pode ajudar a irmos fundo no "pântano" da inconsciência, em busca de respostas que expliquem o nosso momento existencial.
No fluxo do autoconhecimento, somos como a flor de lótus, que arraigada à lama, aguarda o momento para desabrochar, ou seja, a nossa inconsciência (o lodo) emerge (pelo caule) à luz da consciência (o sol) para expressar e irradiar a sua beleza (flor de lótus).
Por outro lado, se permanecemos no pântano de nossas dores, não percebemos a presença da luz, responsável pela ativação de energias sutis que compõem a vida no universo. Desta forma, o "desabrochar" (despertar) fica comprometido por processos obsessivos que nos mantém cativos de um estado de coisas que interfere na evolução espiritual. Isto é, somos como a flor de lótus que enquanto não desabrocha não expressa a sua beleza.
No Budismo, os centros da consciência no corpo humano (chacras) estão representados como flores de lótus, cujas cores correspondem ao seu caráter individual, enquanto o número de suas pétalas corresponde às suas funções.
O significado original deste simbolismo pode ser visto pela semelhança seguinte: tal como a flor de lótus cresce na escuridão do lodo para a superfície da água, abrindo suas flores somente após ter se erguido além da superfície, ficando imaculada de ambos, terra e água, que a nutriam, do mesmo modo a mente, nascida no corpo humano, expande suas verdadeiras qualidades (pétalas) após ter se erguido dos fluidos turvos da paixão e da ignorância e transforma o poder tenebroso da profundidade no puro néctar radiante da consciência iluminada (bidhicitta), a incomparável joia (mani) flor de lótus (padma). Assim, o arahant (santo) cresce além deste mundo e o ultrapassa. Apesar de suas raízes estarem na profundidade sombria deste mundo, sua cabeça está erguida na totalidade da luz. Ele é a síntese do mais profundo e do mais elevado, da escuridão e da luz, do material e do imaterial, das limitações da individualidade e da universalidade ilimitada, do formado e do sem forma, do Samsara e do Nirvana.
Se o impulso para a luz não estivesse adormecido na semente profundamente escondida na escuridão da terra, o lótus não poderia se voltar em direção à luz. Se o impulso para uma maior consciência e conhecimento não estivesse adormecido no estado da mais profunda ignorância, nem mesmo num processo de completa inconsciência, um iluminado poderi se erguer da escuridão do Samsara.
Assim é o despertar para o conhecimento de si mesmo, e a experiência regressiva, em estado alterado de consciência, pode ajudar a pessoa a sintonizar com informações que eram desconhecidas por encontrarem-se na zona do esquecimento das memórias cerebral e extracerebral.
A experiência regressiva não opera o "milagre" da purificação espiritual, mas pode representar o primeiro passo de um caminho que leva o indivíduo a libertar-se de um padrão comportamental arraigado ao seu passado. Fator determinante para que o espírito, mais leve, dê passos seguros rumo ao autoconhecimento de nível avançado.
A semente da iluminação, que germina durante o processo de autoconhecimento, está sempre presente no mundo, e do mesmo modo que os espíritos evoluídos surgiram nos ciclos passados da Terra, também os iluminados surgem no presente ciclo e poderão surgir em futuros ciclos. Enquanto houver condições adequadas para a vida orgânica e consciente, a flor de lótus, com todo o seu esplendor, permanecerá estimulando corações e mentes a despertar dos escuros labirintos da inconsciência.
por Flávio Bastos - STUM Somos Todos Um.
A flor de lótus
Acesse o conteúdo completo em: http://www.stum.com.br/clube/c.asp?id=44241
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A flor de lótus
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quarta-feira, 1 de julho de 2015
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Pensamento do Dia...
❝...Todos nós temos nossas máquinas do tempo.
Algumas nos levam pra trás, são chamadas de memórias.
Outras nos levam para frente, são chamadas sonhos....❞....
Algumas nos levam pra trás, são chamadas de memórias.
Outras nos levam para frente, são chamadas sonhos....❞....
(Jeremy Irons)
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Pensamento do Dia
sábado, 6 de junho de 2015
quarta-feira, 20 de maio de 2015
domingo, 17 de maio de 2015
Todos nós vivemos isto, e eu também...
Quem de nós
nunca sentiu insegurança, confusão e até dúvidas no caminho da fé?
Todos
nós vivemos isto, e eu também: faz parte do caminho da fé, faz parte da
nossa vida.
Nada disto nos deve admirar, porque somos seres humanos,
marcados pela fragilidade e limites; todos nós somos fragéis, todos
temos limites.
No entanto, nestes momentos de dificuldade é necessário
confiar na ajuda de Deus, mediante a oração filial e, ao mesmo tempo, é
importante encontrar a coragem e a humildade de nos abrirmos aos outros,
para pedir ajuda, para pedir que nos dê uma mão.
Quantas vezes fizemos
isto, e depois conseguimos resolver o problema e encontrar Deus mais uma
vez!
Papa Francisco
Fonte: Entre o Sonho e a Realidade
segunda-feira, 4 de maio de 2015
domingo, 3 de maio de 2015
Amigos...
❝
Amigos são poemas...
Os verdadeiros amigos são a poesia da vida.
Eles
enchem nossos dias de cores, rimas e risos, e
nos seguram a mão quando
caminhar parece difícil. ❞
( Letícia Thompson )
( Letícia Thompson )
Admiro...
❝Admiro
essa gente bonita que transborda alegria
e que faz do riso um buquê de
boas vindas.
Gente que traz nos olhos aquele brilho convidativo.
E no
toque das mãos o calor genuíno de quem nos abraça com a alma.
Tem gente
assim, que faz do coração
um doce lar pra gente ficar. ❞
(FranXimenes)
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Mensagens com carinho
sábado, 2 de maio de 2015
domingo, 26 de abril de 2015
"... Que eu seja hoje melhor que ontem...
Que eu caminhe com fé, força e confiança...
Que nada e nem ninguém possa me abalar...
Que a alegria invada meu espírito...
Que a Luz preencha tudo ao meu redor...
Que eu me encontre no olhar de cada semelhante...
Que meu sorriso possa iluminar o próximo...
Que o amor seja meu guia hoje e sempre...
Pois hoje é um novo dia e outra chance me foi dada...
Que eu saiba renascer neste novo despertar..."
(Mitakuye Oyasin)
Que eu caminhe com fé, força e confiança...
Que nada e nem ninguém possa me abalar...
Que a alegria invada meu espírito...
Que a Luz preencha tudo ao meu redor...
Que eu me encontre no olhar de cada semelhante...
Que meu sorriso possa iluminar o próximo...
Que o amor seja meu guia hoje e sempre...
Pois hoje é um novo dia e outra chance me foi dada...
Que eu saiba renascer neste novo despertar..."
(Mitakuye Oyasin)
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Mensagem de esperança
AMIZADE
Quero
te dar chuva de flores pela manhã.
E quando quiseres podes vir colher
sorrisos direto do quintal da minha alma.
Nunca há de te faltar amizade.
E se murchar tua alegria, podes vir buscar uma muda no meu jardim
para
que a tua floresça outra vez.
Se te faltar o vento, eu te sopro carinho.
(*.*)
Fonte: Tudo que acredito ou tento acreditar...
Fonte: Tudo que acredito ou tento acreditar...
quinta-feira, 23 de abril de 2015
O amor em tempos de colheita
Certa vez escutei uma história que, verídica ou não, fez todo sentido dentro da minha experiência pessoal.
“Numa
floricultura em Nova York existia uma florista que todas as manhãs
fazia pequenos arranjos de flores e os deixavam expostos gratuitamente
para que aqueles que passassem pudessem levá-los consigo. Entre os
arranjos, estavam os feitos por um certo monge e estes eram justamente
os primeiros que as pessoas levavam. Intrigada com a predisposição que
todos tinham pelas flores do monge, a florista resolveu deixá-los bem
atrás dos outros. Mas, mesmo assim, eles continuavam a ser os
escolhidos! Então, ela resolveu ir até o monge e perguntar qual era o
seu segredo. E a resposta que obteve é que nada de diferente era feito,
mas que a cada arranjo montado ele colocava e emanava todo o seu amor e
energia para que aquele pequeno presente fosse fonte de beleza e alegria
para as pessoas que o levassem”.
Você pode estar se perguntando: Como apenas a intenção dele era capaz de produzir tal efeito?
Sinceramente,
me faltam as explicações lógicas e científicas para lhe trazer essa
resposta. Mas, o que eu vejo na minha própria vivência e nas histórias
de muitas outras pessoas que conheço é que realmente “o olho do dono
engorda o gado!”
Todas as coisas que
nos propomos a fazer com empenho, dedicação, carinho e amor acabam
atraindo resultados mais favoráveis do que se apenas investirmos energia
material ou nos dedicamos somente o mínimo necessário. A colheita pode
até vir num momento ou de um jeito diferente do que você espera, mas ela
acaba chegando.
Então que dizer que a nossa colheita e a prosperidade têm a ver com o amor que colocamos em tudo que fazemos?
Acho
que não só! Os frutos dependem também do nosso trabalho na realidade,
do nosso foco, dos objetivos que traçamos para nós e que vamos em busca
de concretizar.
Portanto, de nada
adiantaria o monge apenas olhar para as flores e enviá-las vibrações de
amor. Ele precisava “pôr a mão na massa”, escolher as flores, montar os
arranjos e dispô-los para a florista. De outra forma sua intenção não se
realizaria jamais!
Assim, para a
colheita da prosperidade é preciso arregaçar as mangas, preparar a
terra, escolher as sementes e semeá-las, regar e proteger. Enfim, tomar
todos os cuidados para a plantação vingar e trazer os frutos desejados.
Portanto,
se você está num momento que almeja pela prosperidade e ela ainda não
chegou na sua vida é a hora de se perguntar: Eu realmente estou
depositando no meu sonho tudo o que eu preciso para que ele se realize?
Eu sei preparar o solo, escolher as sementes e plantar? Isso que eu
quero é realmente o que eu amaria ter ou fazer?
São
várias as respostas a serem buscadas, eu sei! Mas, se você quer
descobrir qual o caminho e compreender porque algo misterioso
simplesmente acontece, você precisa seguir o exemplo da florista da
história e ir em busca do conhecimento.
Mas
lembre-se, o primeiro amor que você precisa emanar e o primeiro
investimento que precisa fazer é sobre você mesmo! E que, assim, você
consiga, no momento certo colher a tão sonhada prosperidade!
por Marcela Alice Bianco
Fonte: CONTI outra continue sentindo.
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Amor,
Colheita,
Prosperidade
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Merlin, o feiticeiro, e sua ilusão!
Nas pesquisas históricas que tenho feito desde 2011, na ilha de Avalon,
na Inglaterra, vez por outra deparo-me com belas histórias ainda
desconhecidas do público. As vezes, tomo conhecimento de lendas e também
aquelas que levam um misto de realidade e fantasia. Talvez seja ainda a
presença da aura mística do rei Artur com toda sua corte repleta de
cavaleiros, magos e donzelas que impregnam o imaginário e a vida daquele
povo simples da região.
É deste cenário encantador que surge a fascinante lição acerca dos
verdadeiros valores da vida, mas também da paixão e do duelo entre a
razão e o coração.
Merlin, o genial feiticeiro da corte de Artur, era dado apenas ao culto
da razão e da magia. Envelhecera, segundo o burburinho das vozes
palacianas, sem nunca ter tocado em uma mulher. Porém, apesar da idade
avançada e da descrença em relação às coisas do coração, o mago
conselheiro de Artur, foi arrebatado pela beleza de uma jovem donzela
que visitara o palácio.
Seu nome era Morgana. A encantadora jovem parecia trazer uma ingenuidade
pulsante, e a sensualidade irradiava de seus gestos delicados e de seu
olhar brilhante. Merlin não resistiu aos dotes físicos da donzela e
sentiu pela primeira vez um frêmito percorrer todo o seu corpo
envelhecido e casto. A sua aproximação de Morgana, fazia-lhe bater o
coração de forma diferente, como se este já não mais suportasse o lugar
de desprezo a que fora confinado por todos os anos, desde a mocidade do
mago.
Merlin convidou Morgana para um passeio e enquanto caminhavam, ia
realizando seus feitiços, mudando aqui e ali de aparência, sempre
apresentando-se mais jovem e enchendo o salão de musicistas, pratos
deliciosos, ornamentações exóticas. Ele a impressionou finalmente!
Entretanto, chamou a atenção da moça para seu poder e conhecimento, sem
conseguir despertar em seu íntimo qualquer interesse pelo seu afeto. A
"inocente" jovenzinha revelou-se aos poucos uma mulher ambiciosa e à
medida que prometia entregar-se ao velho Merlin, mais ele lhe revelava
os segredos de sua magia.
Certo dia, o mago confidenciou ao rei Artur que seu fim estaria próximo,
pois não sabia como controlar a paixão. Artur, indagou como ele sendo
tão sábio, estava sem encontrar a solução para aquela perturbação, ao
que o mago respondeu: "- Meu nobre rei, diante do conflito entre a
paixão e o saber, começo a descobrir que o saber nunca vence!"
E assim, Merlin convidou Morgana para ir até as montanhas da Cornuália,
pois ele havia preparado um belo quarto, escavado nos paredões rochosos.
Embelezou com joias preciosas, o revestiu com ouro, e encheu o ar com o
perfume de velas aromatizadas. Tudo isto havia feito para uma noite de
amor! Porém, Morgana tinha outros planos. Pediu para que Merlin entrasse
primeiro por uma passagem secreta que daria acesso ao quarto, e quando
ele se encontrava na alcova, esperando-a, ela pronunciou as palavras
mágicas e o encarcerou nos aposentos, na intimidade da montanha. Do lado
de fora, à medida que se afastava, ela ouvia a sua voz suplicante,
pedindo liberdade.
Ele ficou preso à própria paixão avassaladora e ao seu poder que usou
para tentar seduzi-la. Por outro lado, ela ficou com seu prestígio e
conhecimento da magia. E ainda hoje quem quer que visite as montanhas,
reza uma tradição, que é possível ouvir a voz envelhecida do mago,
clamando por libertação!
Esta história ou estória, é o reflexo das escolhas infelizes de muitos até hoje.
Quantos há, que por uma paixão, ficam presos nas próprias ações
equivocadas? Por ventura, são poucos os crimes passionais? Não, não são
poucos os que se enredam nas tramas e são emparedados vivos, por
acreditarem que o outro pode ser conquistado por violência e ameaças.
Quantos tentam manter suas relações pelo poder ou outro tipo de talento?
E não podemos esquecer dos jogadores de futebol e das celebridades da
TV que posam ao lado de seus "menininhos" de corpos sarados, verdadeiros
orangotangos de praia. E o mais curioso é quando ouvimos o discurso,
"de que amam a essência..." Pura demagogia! A qual essência estão se
referindo?
São consumidores de uma filosofia de vida que diverge do "amor à
essência". Pululam em uma sociedade que cultua a vaidade com suas
botulinas e lipolight, que usa camisetas com jacarezinho no peito, ou
curte as bolsas Louis Viton, que por sinal, são muito compradas por
brasileiros nos camelôs das ruas de Roma. Sem deixar de falar do
prestígio que passam a desfrutar estas "bonequinhas de luxo", com acesso
a diretores de novelas, filmes e programas de TV, onde ao lado de seus
setentões e oitentões são apresentadas como o novo par romântico de uma
sociedade ilusória, sustentada pelos recursos do photoshop e da fantasia
propiciada pelo consumo compulsivo.
Já tive a oportunidade de levantar este assunto em meu livro, Entre o Ciúme e o Amor
e agora faço aqui. Alguém já soube de algum caso de uma alma gêmea
encontrada em um abrigo para idosos? Ele tem 25 ou 40 anos e deixou a
esposa porque encontrou sua cara-metade em um asilo. Trata-se de uma
garotinha de 88 anos. Alguém já viu isto em algum lugar?
Por favor, não pense que não apoio relações com diferenças na idade. Mas
estou analisando qual o tipo de relação que as pessoas estabelecem.
A ilusão de Merlin também faz outros tipos de vítimas. Quantos dedicaram
toda a vida ao conhecimento, ao intelecto, e foram pegos de surpresa
pelo corcel indomável da paixão? Acreditando que a solução dos problemas
de origem exógena e endógena, estariam nas pesquisas científicas,
tornaram-se despreparados para lidar com as coisas do coração. Em
verdade, conheciam de tudo, mas ignoravam-se na própria essência.
Merlin e Morgana não ficaram no passado de Avalon. Eles ainda vivem em nós e entre nós!
por Liszt Rangel, blog da História e da Vida.
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Mensagens da história e da vida
quarta-feira, 18 de março de 2015
O AMOR
O amor não está nem no doador, nem no receptor.
Ele existe por si só.
Independente. Livre. Fluído.
O amor vive por todos os lados, em todas as
coisas.
Sábios aqueles que o percebem, que o convidam para ser uma
companhia imperecedoura, que o recebem genuinamente de
braços e corações
abertos, que deixam-se ser um veículo pelo qual
ele manifesta toda a
sua exuberância,
dedicação e ternura.
O amor sempre está,
mas a escolha
de estar com ele, ou sem,
é pessoal.
Cargnin dos Santos, Tadany.
Fonte: Infinite.
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