domingo, 26 de abril de 2015


"... Que eu seja hoje melhor que ontem...
Que eu caminhe com fé, força e confiança...
Que nada e nem ninguém possa me abalar...
Que a alegria invada meu espírito...
Que a Luz preencha tudo ao meu redor...
Que eu me encontre no olhar de cada semelhante...
Que meu sorriso possa iluminar o próximo...
Que o amor seja meu guia hoje e sempre...
Pois hoje é um novo dia e outra chance me foi dada...
Que eu saiba renascer neste novo despertar..."

(Mitakuye Oyasin)

AMIZADE


Quero te dar chuva de flores pela manhã. 
E quando quiseres podes vir colher sorrisos direto do quintal da minha alma. 
Nunca há de te faltar amizade. 
E se murchar tua alegria, podes vir buscar uma muda no meu jardim 
para que a tua floresça outra vez. 
Se te faltar o vento, eu te sopro carinho. 

(*.*)

Fonte: Tudo que acredito ou tento acreditar...

quinta-feira, 23 de abril de 2015

O amor em tempos de colheita


Certa vez escutei uma história que, verídica ou não, fez todo sentido dentro da minha experiência pessoal.

“Numa floricultura em Nova York existia uma florista que todas as manhãs fazia pequenos arranjos de flores e os deixavam expostos gratuitamente para que aqueles que passassem pudessem levá-los consigo. Entre os arranjos, estavam os feitos por um certo monge e estes eram justamente os primeiros que as pessoas levavam. Intrigada com a predisposição que todos tinham pelas flores do monge, a florista resolveu deixá-los bem atrás dos outros. Mas, mesmo assim, eles continuavam a ser os escolhidos! Então, ela resolveu ir até o monge e perguntar qual era o seu segredo. E a resposta que obteve é que nada de diferente era feito, mas que a cada arranjo montado ele colocava e emanava todo o seu amor e energia para que aquele pequeno presente fosse fonte de beleza e alegria para as pessoas que o levassem”.

Você pode estar se perguntando: Como apenas a intenção dele era capaz de produzir tal efeito?

Sinceramente, me faltam as explicações lógicas e científicas para lhe trazer essa resposta. Mas, o que eu vejo na minha própria vivência e nas histórias de muitas outras pessoas que conheço é que realmente “o olho do dono engorda o gado!”

Todas as coisas que nos propomos a fazer com empenho, dedicação, carinho e amor acabam atraindo resultados mais favoráveis do que se apenas investirmos energia material ou nos dedicamos somente o mínimo necessário. A colheita pode até vir num momento ou de um jeito diferente do que você espera, mas ela acaba chegando.

Então que dizer que a nossa colheita e a prosperidade têm a ver com o amor que colocamos em tudo que fazemos?

Acho que não só! Os frutos dependem também do nosso trabalho na realidade, do nosso foco, dos objetivos que traçamos para nós e que vamos em busca de concretizar.

Portanto, de nada adiantaria o monge apenas olhar para as flores e enviá-las vibrações de amor. Ele precisava “pôr a mão na massa”, escolher as flores, montar os arranjos e dispô-los para a florista. De outra forma sua intenção não se realizaria jamais!

Assim, para a colheita da prosperidade é preciso arregaçar as mangas, preparar a terra, escolher as sementes e semeá-las, regar e proteger. Enfim, tomar todos os cuidados para a plantação vingar e trazer os frutos desejados.

Portanto, se você está num momento que almeja pela prosperidade e ela ainda não chegou na sua vida é a hora de se perguntar: Eu realmente estou depositando no meu sonho tudo o que eu preciso para que ele se realize? Eu sei preparar o solo, escolher as sementes e plantar? Isso que eu quero é realmente o que eu amaria ter ou fazer?

São várias as respostas a serem buscadas, eu sei! Mas, se você quer descobrir qual o caminho e compreender porque algo misterioso simplesmente acontece, você precisa seguir o exemplo da florista da história e ir em busca do conhecimento.

Mas lembre-se, o primeiro amor que você precisa emanar e o primeiro investimento que precisa fazer é sobre você mesmo! E que, assim, você consiga, no momento certo colher a tão sonhada prosperidade!


 por Marcela Alice Bianco
Fonte: CONTI outra continue sentindo.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Merlin, o feiticeiro, e sua ilusão!


Nas pesquisas históricas que tenho feito desde 2011, na ilha de Avalon, na Inglaterra, vez por outra deparo-me com belas histórias ainda desconhecidas do público. As vezes, tomo conhecimento de lendas e também aquelas que levam um misto de realidade e fantasia. Talvez seja ainda a presença da aura mística do rei Artur com toda sua corte repleta de cavaleiros, magos e donzelas que impregnam o imaginário e a vida daquele povo simples da região.

É deste cenário encantador que surge a fascinante lição acerca dos verdadeiros valores da vida, mas também da paixão e do duelo entre a razão e o coração.

Merlin, o genial feiticeiro da corte de Artur, era dado apenas ao culto da razão e da magia. Envelhecera, segundo o burburinho das vozes palacianas, sem nunca ter tocado em uma mulher. Porém, apesar da idade avançada e da descrença em relação às coisas do coração, o mago conselheiro de Artur, foi arrebatado pela beleza de uma jovem donzela que visitara o palácio.

Seu nome era Morgana. A encantadora jovem parecia trazer uma ingenuidade pulsante, e a sensualidade irradiava de seus gestos delicados e de seu olhar brilhante. Merlin não resistiu aos dotes físicos da donzela e sentiu pela primeira vez um frêmito percorrer todo o seu corpo envelhecido e casto. A sua aproximação de Morgana, fazia-lhe bater o coração de forma diferente, como se este já não mais suportasse o lugar de desprezo a que fora confinado por todos os anos, desde a mocidade do mago.

Merlin convidou Morgana para um passeio e enquanto caminhavam, ia realizando seus feitiços, mudando aqui e ali de aparência, sempre apresentando-se mais jovem e enchendo o salão de musicistas, pratos deliciosos, ornamentações exóticas. Ele a impressionou finalmente! Entretanto, chamou a atenção da moça para seu poder e conhecimento, sem conseguir despertar em seu íntimo qualquer interesse pelo seu afeto. A "inocente" jovenzinha revelou-se aos poucos uma mulher ambiciosa e à medida que prometia entregar-se ao velho Merlin, mais ele lhe revelava os segredos de sua magia.

Certo dia, o mago confidenciou ao rei Artur que seu fim estaria próximo, pois não sabia como controlar a paixão. Artur, indagou como ele sendo tão sábio, estava sem encontrar a solução para aquela perturbação, ao que o mago respondeu: "- Meu nobre rei, diante do conflito entre a paixão e o saber, começo a descobrir que o saber nunca vence!"

E assim, Merlin convidou Morgana para ir até as montanhas da Cornuália, pois ele havia preparado um belo quarto, escavado nos paredões rochosos. Embelezou com joias preciosas, o revestiu com ouro, e encheu o ar com o perfume de velas aromatizadas. Tudo isto havia feito para uma noite de amor! Porém, Morgana tinha outros planos. Pediu para que Merlin entrasse primeiro por uma passagem secreta que daria acesso ao quarto, e quando ele se encontrava na alcova, esperando-a, ela pronunciou as palavras mágicas e o encarcerou nos aposentos, na intimidade da montanha. Do lado de fora, à medida que se afastava, ela ouvia a sua voz suplicante, pedindo liberdade.

Ele ficou preso à própria paixão avassaladora e ao seu poder que usou para tentar seduzi-la. Por outro lado, ela ficou com seu prestígio e conhecimento da magia. E ainda hoje quem quer que visite as montanhas, reza uma tradição, que é possível ouvir a voz envelhecida do mago, clamando por libertação!

Esta história ou estória, é o reflexo das escolhas infelizes de muitos até hoje. 

Quantos há, que por uma paixão, ficam presos nas próprias ações equivocadas? Por ventura, são poucos os crimes passionais? Não, não são poucos os que se enredam nas tramas e são emparedados vivos, por acreditarem que o outro pode ser conquistado por violência e ameaças. 

Quantos tentam manter suas relações pelo poder ou outro tipo de talento? E não podemos esquecer dos jogadores de futebol e das celebridades da TV que posam ao lado de seus "menininhos" de corpos sarados, verdadeiros orangotangos de praia. E o mais curioso é quando ouvimos o discurso, "de que amam a essência..." Pura demagogia! A qual essência estão se referindo? 

São consumidores de uma filosofia de vida que diverge do "amor à essência". Pululam em uma sociedade que cultua a vaidade com suas botulinas e lipolight, que usa camisetas com jacarezinho no peito, ou curte as bolsas Louis Viton, que por sinal, são muito compradas por brasileiros nos camelôs das ruas de Roma. Sem deixar de falar do prestígio que passam a desfrutar estas "bonequinhas de luxo", com acesso a diretores de novelas, filmes e programas de TV, onde ao lado de seus setentões e oitentões são apresentadas como o novo par romântico de uma sociedade ilusória, sustentada pelos recursos do photoshop e da fantasia propiciada pelo consumo compulsivo.

Já tive a oportunidade de levantar este assunto em meu livro, Entre o Ciúme e o Amor e agora faço aqui. Alguém já soube de algum caso de uma alma gêmea encontrada em um abrigo para idosos? Ele tem 25 ou 40 anos e deixou a esposa porque encontrou sua cara-metade em um asilo. Trata-se de uma garotinha de 88 anos. Alguém já viu isto em algum lugar?

Por favor, não pense que não apoio relações com diferenças na idade. Mas estou analisando qual o tipo de relação que as pessoas estabelecem.   

A ilusão de Merlin também faz outros tipos de vítimas. Quantos dedicaram toda a vida ao conhecimento, ao intelecto, e foram pegos de surpresa pelo corcel indomável da paixão? Acreditando que a solução dos problemas de origem exógena e endógena, estariam nas pesquisas científicas, tornaram-se despreparados para lidar com as coisas do coração. Em verdade, conheciam de tudo, mas ignoravam-se na própria essência.

Merlin e Morgana não ficaram no passado de Avalon. Eles ainda vivem em nós e entre nós!
 
 
por Liszt Rangel, blog da História e da Vida.

quarta-feira, 18 de março de 2015

O AMOR



O amor não está nem no doador, nem no receptor. 
Ele existe por si só. Independente. Livre. Fluído. 
O amor vive por todos os lados, em todas as coisas. 

Sábios aqueles que o percebem, que o convidam para ser uma 
companhia imperecedoura, que o recebem genuinamente de 
braços e corações abertos, que deixam-se ser um veículo pelo qual 
ele manifesta toda a sua exuberância, 
dedicação e ternura. 

O amor sempre está, 
mas a escolha de estar com ele, ou sem, 
é pessoal.

 
Cargnin dos Santos, Tadany. 
Fonte: Infinite.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Seguir a Intuição


“... A fase mais importante é a ativação da consciência maior, 
que é a sua capacidade de se doar conscientemente. 
Isso é sinônimo de colocar cada molécula do seu corpo a serviço da vontade divina. 
É um trabalho de entrega, de rendição a Deus, 
onde você aprende a seguir sua intuição compreendendo que ela é a voz de Deus, 
a voz do Mestre falando dentro de você...”

(A.D.)

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Porque os verdadeiros amigos nos fazem chorar



Antes eu pensava que os verdadeiros amigos jamais deveriam nos fazer chorar. Sim, deveria ser proibido. Até porque, ver um amigo chorar, nos faz chorar também e a vida é feita pra ser vivida com alegria.

Mas vou aprendendo no dia-a-dia que ainda tenho um longo caminho de aprendizado pela frente. E então vou descobrindo devagarinho, tal qual a madrugada vai descobrindo o dia, porque os verdadeiros amigos nos causam lágrimas.

Eles são, nessa forma de amor universal e múltipla, as pessoas que conseguem entrar dentro do nosso coração e tocá-lo. E tocam assim, com tanta sutilidade e fineza, que é nossa alma que atingem, é nossa sensibilidade que vem recebê-los. Daí as lágrimas... porque tudo o que é grande, inestimável e incompreensível no mundo arranca de nós esse sentimento de espanto.

Ah, sim... eles nos fazem chorar quando a saudade é tão grande que não encontramos palavras para explicá-la. Ou ainda, quando queremos imensamente estar na sua presença e tudo o que encontramos são as lembranças do passado. Ou quando nos arrancam bruscamente risos e lágrimas ao mesmo tempo lembrando do tempo bom e do que a vida carregou. 
 
Os verdadeiros amigos distanciam-se, mudam-se, casam-se, mas continuam insistentemente e maravilhosamente, diria eu, a habitar nosso coração. E as lágrimas que nos invadem como chuvas repentinas não são de tristeza, elas são a forma como nosso coração se expressa para mostrar o quanto o outro ainda está vivo e eternamente apegado à nossa alma. 
 
Lágrimas que nascem assim são benditas. São parte da nossa oração de agradecimento a Deus por ter transformado em amigos esses anjos que vêm iluminar nossa existência.

 
Letícia Thompson

sábado, 3 de janeiro de 2015

Convite a Reforma




Arrumei a casa.
Limpei todo o pó.
Abri as janelas e deixei o sol entrar.
Limpei as cortinas que me esconde do externo.
Dei destino novo as coisas velhas e aquelas que estavam paradas sem uso algum.
Troquei tudo que era antigo colocando no lugar novas idéias.


Não me conformei. 
Ainda não estava bom, decidi reformar a sala e os móveis.
Coloquei quadros na parede.
Preenchi espaços vazios.
Coloquei flores nos jarros, plantei outras no jardim.
Adubei. Semeei. Reguei.


Cuidei do corpo e da mente. Fui ao médico.
Mudei.
Preparei o melhor prato o mais delicioso e do agrado Dele e esperei Sua vinda.
Mesa farta e próspera. Estava feliz e confiante.
Passaram horas, dias, meses, anos. E nada.
Não veio.


Mesmo assim nunca desisti.
Continuei arrumando a casa.
Movendo-a para outros horizontes.
Alcancei a maioria dos objetivos.
Porém o que mais almejava era a companhia Dele.
Refleti os passos dados.


Durante todo esse tempo sempre permaneci acreditando na força da renovação. 
É válida.
Busquei ajuda para saber em que falhei.
Fiz algo de errado? Ou faltou algum detalhe?
A resposta veio.
Faltava o essencial para a REFORMA íntima. 


Não conseguia fazer direito por não conhecê-la. 
Achava que a exercitava em sua plenitude.
Simplesmente esqueci a maior de todas as atitudes.
Realizei reformas internas e externas bem sucedidas.
Mas durante esse tempo só cuidei de mim.


Esqueci de convidar os amigos, os familiares, 
ao estranho que passa no meu caminho, para juntos reformarmos a casa.
Esqueci talvez por ignorância, 
a compartilhar minhas dores minhas derrotas ou minhas vitórias. 
Muito mais ainda, esqueci-me de ouvir o outro e ter-lhe compaixão.


Adicionei pitadas de egoísmo, orgulho e vaidade.
No alimento faltava um importante ingrediente.
E na reforma rompi o alicerce.
Esqueci da tão falada Senhora CARIDADE.
Importante detalhe para agradar Quem eu esperava.
Sem ela simplesmente fechei a porta para Deus entrar em minha casa.


Mas ao despertar compreendi o sentido da vida.
Descobri que Ele não precisa de meus presentes.
Deus já tem tudo.
Dá-nos oportunidades de crescimento.
Aprendi a buscar e fazer a minha parte lembrando que 
nada disso tem significado quando faço só por mim.


Não posso decidir pelo outro. Cabe a cada um seguir adiante.
Mas posso compartilhar o conhecimento e o pão com o semelhante.
Com esse convite de propagar o bem.
Caminhando, ensinando e também aprendendo com o próximo.
Porque essa é a sábia Lei do amor.


Desde quando aprendi o sentido das palavras do amado Jesus.
Ensinou-me como chegar ao PAI.
Por isso que nunca mais esquecerei que a reforma íntima começa 
com o amor próprio e ao irmão.
Levou-me ao verdadeiro sentido da mudança.


Hoje a casa está cheia de luz porque aprendi como aprimorar-me.
Por isso digo: Hoje e sempre é dia do Senhor. 
Tudo porque olhei para o lado e vi irmãos que são iguais a mim, 
que também estão - assim como eu - aprendendo a serem felizes.
Ele chegou, entrou e ficou.


Texto de Almirian Carvalho

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Tua Luz brilha...



Tua Luz Brilha... Tua luz brilha, mesmo quando não a queres, mesmo quando não a vês. 

Poderás esconder-te de ti mesmo, apagando todas as tuas velas, todas as tuas lamparinas; cobrindo com véus as tuas estrelas azuis, nublando com nuvens pesadas o teu céu para que nele nem a lua e nem o sol possam ser vistos... 

Mas quando te distraíres, por segundos, ao som de uma canção que invoca a luz do amor, quando te distraíres olhando para o mar ou brincando sem querer com os cata-ventos da tua memória, saberás que brilhaste... 

E, se neste momento, puderes soltar tuas amarras e, feito um pássaro, voar pelo teu universo interior, verás quão luminoso é o teu ser. Sentirás as mãos amorosas da existência guiando teu coração e ensinando-te a amar... 

Saberás não estar sozinho, saberás ser amado e agraciado pelo amor do teu Criador. E tudo isso porque deixaste, sem querer, a tua luz iluminar, o teu ser respirar a vida que brota alegre a cada momento em que te decides por ti mesmo. Lembra, Deus abençoa e te sorri por isso.


(Estação da Paz)

Fonte: Portal Arco Íris-Núcleo de Integração e Cura Cósmica

domingo, 23 de novembro de 2014

Um carinho para meus amigos


Respiração Consciente



Uma troca de energia vital com o Universo


A consciência respiratória é muito importante para a saúde e equilíbrio emocional.

Na prática de YOGA, as técnicas respiratórias são chamadas de PRANAYAMA referindo-se ao regular a inspiração e a expiração, pelo controle da energia vital.

A respiração é a troca humana com a vida e com o universo.

A vida moderna, a poluição, as emoções desenfreadas, a alimentação artificial, tudo isso tirou a naturalidade do processo respiratório.

Praticar técnicas respiratórias atualmente tornou-se uma necessidade para resgatar a respiração natural e com isso uma harmonização interior.

Tornar-se perito na arte de respirar, potencializa esta troca energética com a natureza e favorece a condição humana na prática da meditação.

Ao mesmo tempo em que um estado profundo de quietação mental é acompanhado da ausência de respiração, a ausência da respiração pode causar um total incômodo e agitação.

Então temos o principal desafio no trabalho com as técnicas respiratórias: encontrar um ponto em que a quietação respiratória aconteça sem sentir “falta de ar”, ritmando a respiração e tornando-a progressivamente cada vez mais lenta o que proporciona um estado de concentração e lucidez, via domínio da energia vital, expansão e controle da respiração.

É importante a compreensão e o domínio respiratório, pois o ritmo da respiração está conectado com a consciência, suas funções, e os estados de consciência.

A irregularidade gera instabilidade psíquica e dispersão mental.

Respiração consciente é um instrumento de unificação da consciência, uma atenção dirigida para a vida orgânica, uma porta de entrada na própria essência da vida, uma consciência da própria grandeza. (ELIADE, 1996, p. 59)

As técnicas respiratórias desenvolvem inúmeros benefícios fisiológicos, mas seu principal objetivo é interferir na respiração e no sistema nervoso como preparação para meditação.

* * *
 
Anote e pratique alguns exercíos de consciência respiratória:

Primeiro, é necessário compreender as quatro etapas da respiração: inspiração, retenção cheia, expiração, retenção vazia.

A respiração é uma troca com o cosmos, inspirando acessamos a energia vital e primordial que se manifesta em todo universo: o PRANA.

Retendo cheio, direcionamos esta energia, transformamos a qualidade da energia absorvida.

Expirando, eliminamos toxinas, tensões e relaxamos e distribuímos a energia.

E retendo vazio, preparamos o interior para uma nova energia, entramos em contato com a interiorização, introversão e possibilita-se o efeito da energia no corpo.





A respiração é um alimento tão importante que alguns minutos sem respirar causa a morte, enquanto que podemos ficar dias sem comer ou tomar água podendo sobreviver. Esse grau de importância é conferido pelo duplo comando: sistema nervoso autônomo e voluntário.

Assim, é interessante ter a coordenação dos músculos que participam da respiração: o diafragma, os retos abdominais, os intercostais e peitorais.

O diafragma separa para cima coração e pulmões, e para baixo órgãos abdominais. É um músculo interno que desce quando o ar entra, massageando as vísceras abdominais e deslocando-as para baixo e para frente; e sobe na expiração, ajudando os pulmões a expelirem o ar, neste momento, a cavidade abdominal fica côncava, pois o diafragma liberou o espaço para os órgãos abdominais.

Quando passamos por momentos de desconforto emocional, imediatamente a respiração se altera. Por outro lado, ao exercitar todos os músculos respiratórios criamos oportunidade de dissipar conteúdos emocionais mal resolvidos e stresse.

A respiração baixa acontece quando o ar e a energia vital são levados para a parte baixa dos pulmões, e pela ação do diafragma, os músculos retro abdominais se expandem, como um balão cheio. Quando o ar sai, o abdômen é contraído, como um balão vazio. Mas este balão não enche só para baixo, enche para os lados e para trás, na parte média dos pulmões, expandindo a musculatura intercostal quando o ar entra, e retornando as costelas quando o ar sai.

A respiração alta é a mais comum por tratar-se de uma respiração superficial, acontece na altura do peito, e fica muito nítida em momentos de ansiedade, stresse ou susto.

O interessante é respirar com toda a cavidade pulmonar para eliminar as bactérias que se reproduzem no sistema respiratório quando a respiração é curta e superficial, fazendo o movimento respiratório chegar primeiro no abdômen, depois nas costelas, e por último e discretamente no peito ou clavículas.

Para expirar, o ar pode sair na ordem inversa. As técnicas respiratórias equilibram e acalmam o sistema nervoso, os pensamentos e sentimentos, ao equilibrarem e acalmarem a respiração, seu o ritmo, intensidade, duração, amplitude e formas de passagem de ar.

Quando for necessário eliminar toxinas, solte o ar pela boca.

Caso contrário, respire sempre nasal mantendo a língua acomodada no céu da boca, isso favorece a circulação da energia vital dentro do corpo.

Além desses exercícios de consciência respiratória descritos aqui, existem inúmeras outras técnicas respiratórias mais complexas que devem ser praticas sob orientação.

Mesmo que você não tenha interesse em se preparar para a meditação, procure respirar fundo no seu dia a dia, isso oxigena seu cérebro beneficiando concentração, aprendizagem e novas ideias, procure perceber as fases da respiração, os músculos que se movimentam com o ciclo respiratório e procure observar a alteração da respiração que acompanha as alterações emocionais.

A respiração está conectada com o sistema nervoso e com as emoções.

Ao ter consciência respiratória e ao exercitar a respiração com frequência, dissipamos conteúdos emocionais, organizamos nosso sistema nervoso e favorecemos estados mentais mais lúcidos.

Experimente, pratique, vivencie, você se sentirá muito bem!

Namaste,
Naiana.


Fonte:
http://ecoviagem.uol.com.br/BLOGS/NAIANANATUREZA
http://stelalecocq.blogspot.com/

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Os periquitos



No leque verde dos coqueiros
Que ornam a margem dos caminhos,
Os periquitos galhofeiros
Zombam dos outros passarinhos.
Numa algazarra delirante,
Batendo as asas irisadas,
Cantam a terra e o céu distante,
Glorificando as alvoradas. 

Porque se julguem muito ricos
Donos do espaço e das alturas,
Fogem dos pobres tico-ticos,
Trocando afetos e ternuras.
Unidos contra aos caçadores,
Andam ariscos e assustados:
Temem os ventos destruidores
E a poeira azul dos descampados. 

São tão alegres, tão ruidosos,
Que a gente ao vê-los avalia
Que sejam todos venturosos,
Brincando ao sol de cada dia.
Não param nunca os mais tranquilos.
Pulam, febris, de galho em galho.
Com que prazer, para segui-los,
Deixo de lado o meu trabalho! 

Passam a vida saltitando
E é cada qual mais tagarela.
Onde vai um, lá vai o bando
Cortando o azul na tarde bela.
Ordena um deles a partida
Em busca de outros horizontes. 

Depois é a volta… E que corrida
Vertiginosa sobre os montes!
E quando, à noite, escuto os gritos
De mil insetos bandoleiros,
Dormem, sonhando, os periquitos
No leque aberto dos coqueiros. 
 

Osório Dutra (1889 -1968)

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Você se ajuda?



O criador de todas as coisas dotou o ser humano de inteligência e livre-arbítrio, combinações que quando integradas a outras características inerentes como emoções e sentimentos, levam-no a atingir níveis de consciência que determinam o seu grau de progresso espiritual.

No entanto, muitos seres ficam pelo caminho evolutivo, estacionam, se perdem nos desvios da existência. Geralmente, por imaturidade ou por questões ligadas à dependência afetiva, sentimentos não resolvidos cuja sintonia a criança leva consigo para a fase adulta.

Em outras situações, a negligência dos pais ou substitutos na educação, acentuam traços negativos de caráter que o indivíduo trás de outras vidas. A vida, na verdade, é uma combinação de situações pregressas e atuais, onde as vivências se misturam revelando a síntese do que somos.

Porém, acima de tudo, e de acordo com as leis da vida, cabe ao indivíduo adulto que goza de boa saúde, ser responsável por si mesmo, pois a percepção de si próprio inserido no contexto da vida, é a mola mestra que impulsiona as realizações pessoais no campo da independência afetiva e da liberdade de escolha.

O sentido de evolução é inerente ao ser humano. Se não for na vida atual por uma questão de limitação física ou de origem neurológica que impede o desenvolvimento normal do indivíduo, tornando-o dependente de terceiros, será na próxima vida quando ele estiver livre da "dívida" contraída no pretérito.

As leis naturais, também chamadas de divinas, morais ou universais, estimulam o ser inteligente para o crescimento integral e expansão da consciência. Mas, geralmente, o indivíduo não percebe essa orientação natural que permanece latente em sua consciência, exceto pelo aspecto instintivo relacionado à necessidade de sobrevivência em um mundo cada vez mais competitivo e repleto de conflitos de egos.

Por isso, muitas vezes, desviando-se do rumo ou alheio à orientação das leis naturais, o indivíduo sucumbe às suas próprias limitações. Torna-se apático, sua luz natural direcionada para a evolução quase se extingue, e a depressão avança tornando os seus dias mais sombrios e sem esperanças...

Sem reagir ou querer se ajudar, ele afunda cada vez mais no pântano de seus sentimentos não resolvidos e emoções descontroladas. O desequilíbrio, então, age livremente em seu psiquísmo, desorientando-o por tempo indeterminado da linha natural da vida e de seu senso de evolução.

Perdido como uma nau em mar bravio, o ser inteligente luta contra si mesmo para superar as muitas dificuldades encontradas pelo caminho. Não visualiza novos horizontes porque não enxerga além da sintonia de vítima presa às circunstâncias de sua existência.

Mesmo à deriva de sua tempestade existencial, ele não clama por socorro, não busca ajuda, não tem motivação para sair do redemoinho de suas lamentações e encontrar a luz do amanhecer e a tranquilidade de águas mais serenas que levem a portos seguros.

A cegueira provocada por ressentimentos do passado, impedem a visão de si próprio como um ser direcionado à transcendência das coisas que estão associadas ao efêmero dos acontecimentos mundanos.

Prisioneiro de si mesmo e subjugado aos grilhões da obsessão e do sentimento de vitimização, ele experiencia em vida a masmorra do corpo e da alma, sendo a escuridão sua inseparável companheira de todas as horas.

Deprimido e acabado ele aguarda que a guilhotina da vida venha por fim a sua dor crônica, ao seu sofrimento tenaz e a sua desesperança por dias melhores - iluminados e acolhedores.

De repente, a simples visão de dias iluminados e acolhedores que a sua memória ainda guarda de tempos idos, faz reacender a chama da vida e a certeza de que a esperança pode ser renovada a partir do ponto em que o caminho do crescimento foi desviado para atalhos incertos e perigosos.

É chegado o momento -e talvez, a última oportunidade- de buscar ajuda para recuperar a tesão pela vida e o sentido de independência como ponto de partida para a expansão da consciência, em benefício do autoconhecimento, bem-estar e das realizações de âmbito pessoal e profissional.

por Flávio Bastos

www.flaviobastos.com
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos realizados: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Eteriatria Quântica, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail:flaviolgb@terra.com.br

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Cântico do Irmão Sol




Louvado seja Deus na Natureza,
Mãe gloriosa e bela da Beleza,
E com todas as suas criaturas:
Pelo irmão senhor Sol, o mais bondoso
E glorioso irmão pelas alturas,
O verdadeiro, o belo, que alumia
Criando a pura glória – a luz do dia!

.
Louvado seja p’las irmãs Estrelas,
Pela irmã Lua que derrama o luar,
Belas, claras irmãs silenciosas
E luminosas, e suspensas no ar.

.
Louvado seja p’la irmã Nuvem que há-de
Dar-nos a fina chuva que consola;
P’lo Céu azul e pela Tempestade;
P’lo irmão Vento, que rebrame e rola.

.
Louvado seja pela preciosa,
Bondosa água, irmã útil e bela,
Que brota humilde, é casta e se oferece
A todo o que apetece o gosto dela.

.
Louvado seja pela maravilha
Que rebrilha no Lume, o irmão ardente,
Tão forte, que amanhece a noite escura,
E tão amável, que alumia a gente.

.
Louvado seja pelos seus amores,
Pela irmã madre Terra e seus primores,
Que nos ampara e oferta seus produtos,
Árvores, frutos, ervas, pão e flores.

.
Louvado seja pelos que passaram
Os tormentos do mundo dolorosos,
E, contentes, sorrindo, perdoaram;
Pela alegria dos que trabalharam,
Pela morte serena dos bondosos.

.
Louvado seja Deus na mãe querida,
A natureza, que fez bela e forte:
Louvado seja pela irmã Vida,
Louvado seja pela irmã morte.


.
São Francisco de Assis

sábado, 8 de novembro de 2014

Derramando pétalas




Dirijam vossas vidas, seja nas tristezas, seja nas alegrias, 
sempre derramando pétalas, assim como as flores.
 
As flores, seja dia, seja noite, haja chuva, haja sol, 
enviam para o ar que respiramos todo o perfume que contém, 
lembrando aos homens que a vida perfumada segue mais além.

Espalhemos nossas essências de amor, 
perfumando a vida daqueles que nem sequer sabem admirar uma flor, 
ou nunca pararam para apreciar a beleza gratuita feita pelo nosso Pai com amor, 
para que os homens se inspirassem na simplicidade e beleza de uma simples flor.

Se colhida e dedicada a alguém significa amor. 

Sejamos apenas simplesmente uma flor, atuemos em estado de graça, 
espalhemos beleza onde existe tristeza, colhamos as dores alheias 
e nos transformemos em buquê de flores, para oferecermos o nosso amor a todos, 
com a mesma graça beleza e cor.

Apenas uma flor. 
O exemplo da flor bastará para uma transformação de muito amor.

Não importa, jasmim, rosa, cravo, lírio, orquídea, 
não importa a flor, o importante é que 
espalhemos as pétalas de nosso amor.

Sejamos Flor!!!
Sejamos Amor!!!


Cora Maria